Coimbra

Quatro mil segundas hipóteses de viver com saúde

25 de junho de 2026 às 07 h58
José Alfredo e o médico Arnaldo Figueiredo | Fotografia: A.C.M.

Afonso Neto e José Alfredo Costa são duas das quatro mil pessoas que fizeram um transplante renal na Unidade Local de Saúde de Coimbra

A 27 de junho de 2012, entravam no bloco operatório Afonso Neto e Susana Neto. O dia era de nervosismo, mas também de algum receio e preocupação. O fim “de uma prisão” poderia estar para breve, mas os receios de uma operação clínica complexa assustavam.

Afonso Neto, militar da GNR de profissão, já há três meses que realizava três vezes por semana hemodiálise. Quando o seu rim já falhava, numa consulta com o doutor que o seguia, a sua mulher, Susana Neto colocou a hipótese de ela mesmo doar um dos seus rins. Naquele 27 de junho de 2012, a transplantação foi realizada nos Hospitais da Universidade Coimbra.

Atualmente, 14 anos depois, a vida de Afonso Neto, agora com 62 anos, regularizou, graças à intervenção. “Nunca mais tive problemas renais. Tem corrido muito bem. Não tive sequer que esperar muito tempo. Sinto-me mais livre, não tem nada que ver. Só faço restrição alimentar e ter alguns cuidados”, vincou.

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