Protetores de animais pedem contas ao Município de Arganil
Cidadãos questionaram o executivo camarário sobre medidas de proteção animal
Um grupo de cidadãos, residentes no concelho de Arganil, que se preocupa com a saúde e o bem-estar animal no concelho participou na última Assembleia Municipal, para questionar o executivo camarário sobre as medidas que têm sido implementadas tendo em vista esse desiderato.
Usando da palavra, no espaço dedicado ao público, em representação desse mesmo grupo, Ana Mafalda Alvoeiro evidenciou que “há diversas lacunas que levam a procurar respostas”, e, por isso, o grupo decidiu “vir ao sítio certo questioná-las”. Tendo em conta que a Lei 27/2016, de 23 de agosto, e o DL 276/2001 (alterado em 2017) determinam que os municípios devem implementar políticas de controlo das populações de animais errantes, nomeadamente através dos programas CED – Captura, Esterilização e Devolução para colónias de gatos, Ana Mafalda Alvoeiro perguntou porque razão “o município de Arganil ainda não implementou, ou não tem em funcionamento efetivo, um programa CED municipal, e quais os obstáculos apontados pela autarquia para cumprir essa obrigação”. Questionou ainda “quais são as medidas previstas e o calendário para a implementação do CED, programa reconhecido como a forma mais eficaz para controlar colónias”, e que “muitos concelhos já aplicam com sucesso, alguns deles bem perto”. A munícipe aproveitou para perguntar ainda, “relativamente ao Canil Municipal e ao veterinário responsável, que esforços são feitos para sensibilizar a população, para promover a adoção dos animais existentes, para inserir a população na proteção do bem-estar animal?”.
“Temos um município com uma página web tão desenvolvida (…) e temos, depois, um canil esquecido, abandonado, escondido”, disse, lembrando os apoios atribuídos pelo ICNF para a causa animal, neste concelho.
Toda a informação na edição impressa e digital de hoje, 27 de dezembro, do DIÁRIO AS BEIRAS
