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Presidente do Turismo Centro defende que Portugal distingue-se pela humanidade

02 de junho de 2026 às 13 h32
Rui Ventura discursou hoje no evento | Fotografia: Pedro Filipe Ramos

 O presidente do Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, disse hoje que Portugal é dos destinos turísticos mais competitivos do mundo e distingue-se pela humanidade pois é um território que valoriza os afetos e a autenticidade.

“Humanidade. Talvez esteja aí o verdadeiro posicionamento da marca Portugal. Se Itália é design, se a França é luxo, se a Alemanha é engenharia, Portugal pode ser humanidade, porque aquilo que verdadeiramente nos distingue não é apenas o clima, nem a gastronomia, nem apenas a paisagem, é a forma como nós recebemos os nossos turistas”, defendeu Rui Ventura.

Portugal “é um país em que as pessoas ainda contam e talvez seja precisamente por isso que o futuro do turismo pertença aos territórios mais humanos”, sustentou.

 

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No seu entender, é a forma como ainda são valorizados “os afetos, a autenticidade e as relações humanas” e, por isso, Portugal “é um país onde as pessoas ainda contam, talvez seja precisamente por isso que o futuro do turismo pertença aos territórios mais humanos.

Rui Ventura falava na sessão de abertura da 12.ª edição do Fórum de Turismo Interno Vê Portugal, que decorre desde segunda-feira e termina na quarta-feira, no Pavilhão Multiusos, em Viseu.

Portugal “continua a afirmar-se como um dos destinos mais competitivos do Mundo, pela segurança, autenticidade, qualidade de oferta, pela hospitalidade”, acrescentou.

Mas também por “um dado particularmente relevante – o crescimento do turismo interno que, durante demasiado tempo, foi encarado como um complemento, mas hoje, mais do que nunca, percebemos [que é] muito mais do que isso, juntando a estabilidade, a resiliência, é equilíbrio emocional, é equilíbrio territorial e é a sustentabilidade económica e social”, defendeu.

Isto, porque o turismo interno “ajuda a distribuir riqueza, a combater a sazonalidade, a fixar pessoas e ajuda a criar atividade económica em territórios de baixa densidade e, em muitos territórios do país, é o principal motor de desenvolvimento”.

Rui Ventura vincou ainda que “o Centro de Portugal não é um território de calamidades, o Centro é um território de oportunidades” e “talvez hoje um dos maiores territórios de oportunidade da Europa”.

“Muitos destinos vivem problemas de saturação e perdas de identidade”, Portugal “ainda consegue oferecer o que procuram: autenticidade, natureza, património, espaço, tranquilidade, qualidade de vida e relações humanas verdadeiras”, justificou.

“Aquilo que durante muitos anos foi visto como fragilidade, pode hoje transformar-se na nossa maior força estratégica”, reforçou Rui Ventura, realçando que o mundo mudou e o turismo também.

Com os números de 2025 a “revelarem os melhores resultados turísticos de sempre” no país, Rui Ventura focou-se no Centro, já que é onde se realiza o fórum, para dizer que é um território com uma “oportunidade extraordinária”.

“Não temos os problemas de saturação de muitos destinos internacionais, nós ainda conseguimos oferecer verdade, território vivo, identidade, memória e humanidade”, reforçou.

Neste sentido, deixou para reflexão no fórum “como construir um turismo mais humanos, porque no fim do dia, os destinos podem impressionar, mas os territórios com alma permanecem para sempre na memória de quem os visita”.

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