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Presidente da CCDR Centro quer investimento radical na região e comunicação positiva

02 de junho de 2026 às 14 h49
Fotografia: Pedro Filipe Ramos

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, José Ribau Esteves, defendeu hoje um investimento radical e comunicação positiva por parte de todos, num território que é mais de oportunidade que calamidade.

“Nós temos de investir radicalmente e pedir a ajuda de todos que são autarcas, empresários, comunicação social, porque esta é a verdadeira tarefa solidária com o Centro”, defendeu Ribau Esteves.

O presidente da CCDR do Centro falava hoje na sessão de abertura da 12.ª edição do Fórum de Turismo Interno Vê Portugal, que decorre em Viseu, no Pavilhão Multiusos, desde segunda-feira e até quarta-feira.

 

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Ribau Esteves lembrou as calamidades que têm atingido a região Centro do país nos últimos anos, com destaque para os incêndios de 2022, que “destruiu uma das pérolas” da região Centro e de Portugal, a serra da Estrela.

“Prometeram, numa resolução aprovada em Conselho de Ministros, 155 milhões de euros (ME) para a reabilitar [a serra da Estrela]. Passados quatro anos estão investidos zero. Onde é que estão estes 155 ME? Ninguém sabe”, afirmou.

Com isso, lembrou todas as outras “desgraças de 2024, 2025 e 2026”, com incêndios e tempestades” e “sempre com campanhas de informação, com centenas de horas de comunicação brutal”, mas que depois “afasta os operadores” que ligam a perguntar qual é o histórico de incêndios perto de determinado alojamento ou hotel.

“Precisamos da ajuda de todos, solidária mesmo, precisamos de uma, de duas, de três campanhas nacionais e regionais. Nós, região Centro, colocaremos dinheiro a sério nesse processo para que a tal região massacrada na realidade e na comunicação, diria, mais na comunicação, pela tal onda negativa e a palavra pesada das calamidades que ocupa tanto espaço na comunicação”, apontou.

Neste sentido, defendeu “jogar o jogo da positividade, dos potenciais notáveis e das atividades a realizar” no Centro e é aí que “deve estar a exigência da solidariedade”.

“Que o Turismo de Portugal invista mais em nós, porque nós, nós Centro, precisamos hoje mais do que nunca, porque esta densificação, esta pressão concentrada da má notícia nestes três anos, cria pressões negativas, altamente complexas para lhe dar a volta”, sustentou, salientando que “é urgente o Centro deixar de ser calamidade”.

Para o presidente do Turismo Centro, Rui Ventura, “o Centro é oportunidade” e o país “precisa de olhar para o Centro de Portugal de forma diferente, porque tratar de forma igual aquilo que estruturalmente é diferente, não é igualdade, é injustiça territorial”.

“O Centro de Portugal precisa de um olhar nacional mais atento, de mais visibilidade, de maior capacidade de promoção, de instrumentos diferenciadores, àquilo que é a nossa realidade e, sobretudo, precisa de mobilidade”, enumerou.

E a mobilidade “não é só uma questão de transportes, é competitividade territorial, coesão nacional, de desenvolvimento económico e uma questão de futuro” e apesar de estar entre os dois maiores aeroportos internacionais, “continua a enfrentar enormes desafios de conectividade interna e mobilidade ferroviária”, acrescentou o presidente do Turismo do Centro.

“Um território sem mobilidade é um território com menos oportunidades. Portugal não pode continuar a discutir o desenvolvimento territorial sem colocar a ferrovia e a mobilidade no centro da estratégia nacional”, indicou.

“Não há coesão territorial sem acessibilidades, não há desenvolvimento sem ligação entre os territórios, não há competitividade sem capacidade de circulação de pessoas, conhecimento e investimento”, defendeu Rui Ventura.

Já o presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, anfitrião do evento, destacou a importância da região “ser catalisador entre Espanha e o Atlântico” porque “entre o eixo atlântico e o ibérico, Viseu está no meio, serve de porta ao oriente e ao ocidente para poder ter um motor de transformação” no território.

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