Opinião: Eleições (novamente)
Agora é a sério. No próximo dia 1 de Junho, a Briosa vai a votos. Listas foram entregues e temos 3 candidatos oficiais: Joaquim Reis, Rui Sá Frias e Fernando Lopes. O médico dentista, derrotado em 2019 por Pedro Roxo, volta a candidatar-se sob o lema “Construir o Futuro”. O atual vice-presidente para a área financeira, Rui Sá Frias, acredita que ele é a melhor solução para o clube e lança o mote “Seremos de novo Briosa”, numa lista em que se faz acompanhar de outros elementos da actual direcção. Por último, Fernando Lopes afirma que a sua lista “Ser Académica” é a que quer discutir o futuro da Académica, apresentando para tanto um projecto diferenciado.
Nas páginas de internet oficiais das listas, Joaquim Reis afirma ter experiência relevante para o cargo porque entre 2014 e 2016, teve a honra de integrar a Direção da Académica/OAF como Vice-Presidente, uma experiência que lhe permitiu conhecer de perto os desafios e as exigências de gerir um clube com a história e a responsabilidade da Académica. Por seu turno, o actual vice-presidente Rui Sá Frias, que com outros elementos da actual direcção, afirma que a sua “lista surge como um movimento de regeneração.”. O programa eleitoral “Ser Académica”, de Fernando Lopes, tem como lema “Um Projeto de Transformação Sustentada e Ambiciosa”.
Todas as listas integram ilustríssimos académicos, ímpares no que de melhor de si deram à Briosa, e que de tantas maneiras doaram o seu esforço. Em maior ou menor número, com mais ou menos contributo, foi o passado que nos conduziu ao presente. Sem atribuir culpas a ninguém, pois todos merecem o meu respeito (com uma conhecida excepção), foram dezenas de anos de amor e dedicação que muitos, apaixonadamente, querem voltar a oferecer. Nesta minha análise simplista, não me interessa quem tem mais anos de sócio, quem se considera com mais categoria, quem grita mais alto o seu amor infindável pela Briosa. Pois não é com o passado, já perdido, que se vai vencer no futuro. Dito de outra forma, citando livremente o eurodeputado Sebastião Bugalho, quando este disse a Miguel Sousa Tavares, em directo na televisão, que se os que cá andam há muito tempo fossem capazes de mudar, se calhar já o teriam feito.
Numa nota pessoal, desagrada-me ver candidatos que defenderam cegamente, apesar das evidências, quem durante 12 anos teve nas mãos o destino da Briosa, até esta descer de divisão. Por outro lado, fico satisfeito por saber que o meu primeiro presidente, Rui Mário Oliveira, é candidato, ainda por cima vi-o numa fotografia ao lado de outro meu presidente, de quem sou freguês, João Francisco Campos.
Termino com uma citação de José Saramago, uma reflexão que me acompanhará até ir votar no próximo dia 1 de Junho: “É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós”.
