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Opinião: Alertas para a Época de Verão

07 de maio de 2025 às 09 h26
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Apesar da atual instabilidade do tempo, não podemos esquecer que o Verão se aproxima e são esperados aumentos da temperatura que podem levar a impactos efetivos sobre as pessoas mais vulneráveis.

A exposição ao calor extremo é uma agressão ao organismo de cada um, tendo como consequência por si só o aumento do risco de desidratação, a descompensação e agravamento de patologias crônicas, toxinfecções alimentares, golpes de calor e até morte.
Existem grupos de risco, sendo talvez os idosos os mais expostos e as pessoas portadoras de doenças crónicas, como o caso da diabetes, da doença cardíaca vascular, renal, respiratória e mental.

Assim, importa divulgar medidas de prevenção e controlo, que se traduzem, no reforço de alimentação e hidratação adequada, na garantia do conforto térmico, e na abstinência de esforços físicos intensos em períodos de maior calor.

A habitação deve permanecer fresca, mantendo o conforto dos idosos e garantindo a termorregulação dos mesmos.
Torna-se, portanto, prioritário prevenir e minimizar os potenciais efeitos do calor extremo na saúde da população, protegendo os mais vulneráveis e promovendo a igualdade em saúde.

A desidratação, a descompensação e agravamento de doenças crônicas ocorrem no período de verão pela ocorrência frequente de temperaturas extremas muito elevadas, com períodos prolongados no tempo e com alteração da qualidade do ar.
A exposição prolongada ao calor pode levar a efeitos negativos na saúde do indivíduo, particularmente no idoso.
A exacerbação de doenças crônicas: pessoas com diabetes, doença cardíaca, vascular, respiratória, renal, mental são mais vulneráveis a exposição ao calor.

Nesta época do ano, destacam-se também as queimaduras solares e insolações resultantes da exposição prolongada e desprotegida ao sol.

Os mosquitos e carraças, potenciam o risco de transmissão de doenças.

É, portanto, fundamental a adoção de medidas Preventivas tais como
a) Hidratação: bebendo água, mesmo que não solicitada; assegurar a ingestão de bebidas frescas (água e sumos naturais de fruta sem adição de açúcar).
b) Alimentação: alimentos com elevado teor de água e ricas em sais minerais (frutas, legumes crus, sopa e pão). As refeições devem ser fracionadas ao longo do dia; acautelando as condições de armazenamento e conservação dos alimentos (frigoríficos, arcas congeladoras).
c) Vestuário: Incentivar a utilização de roupas de algodão, de cor clara e confortáveis e calçado aberto.
d) Exposição solar: Evitar as divisões mais expostas ao sol, especialmente entre as 11h e as 17h.
e) Conforto térmico. Fechar as janelas e cortinas, particularmente das fachadas mais expostas ao sol, mantendo-as dessa forma enquanto as temperaturas exteriores se encontrarem mais elevadas que os interiores; manter as portas exteriores abertas o mínimo de tempo possível de forma a minimizar a entrada de ar quente.

f) Manter atenção aos alertas das Entidades responsáveis nomeadamente Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P. (IPMA) e as Autoridades e Saúde.

Autoria de:

Raul Garcia

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