Oito imagens de capela no concelho de Ansião classificadas como de interesse público
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Oito imagens sacras da Capela de Nossa Senhora da Orada, em Santiago da Guarda, concelho de Ansião (Leiria), foram classificadas como bens culturais móveis de interesse público, segundo uma portaria hoje publicada em Diário da República.
De acordo com a portaria, são classificadas as imagens de Santa Margarida de Antioquia (finais do século XV e início do século XVI, feita com pedra de Ançã policromada), a Virgem com o Menino (vulgo Nossa Senhora da Orada, do século XVII, em cerâmica policromada) e de São Sebastião (finais do século XV e início do século XVI, também de pedra de Ançã com vestígios de policromia).
Foram ainda classificadas como de interesse público a imagem da Santíssima Trindade (finais do século XV e início do século XVI, em pedra de Ançã policromada), Santiago Peregrino e Cristo crucificado (ambas do século XVI, em pedra de Ançã com vestígios de policromia).
Do lote de imagens sacras que obtiveram a classificação estão também a imagem de uma santa não identificada (vulgo Nossa Senhora da Orada, do início do século XVI) e de Cristo crucificado (séculos XVII-XVIII, de madeira entalhada com policromia).
Na portaria lê-se que estas oito imagens da Capela de Nossa Senhora da Orada (comummente designada por Capela da Granja, localizada na aldeia com o mesmo nome) são “um conjunto bastante coerente, oriundo de oficinas conimbricenses e do seu aro, que atesta, com bastante propriedade, o esforço realizado pelo Bispado de Coimbra”, na transição do século XV para o XVI, de “dotar condignamente as igrejas rurais do território em que exerciam a sua jurisdição, segundo paradigmas próprios, e já bem estabelecidos, da ‘Devotio Moderna’ [Devoção Moderna]”.
A classificação como bens móveis culturais de interesse público das oito imagens sacras “reflete os critérios relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico ou material intrínseco, às circunstâncias suscetíveis de provocarem diminuição ou perda da sua perenidade ou integridade e ao seu estado de conservação”, adiantou a portaria, assinada pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
A classificação tinha sido pedida pela Museus e Monumentos de Portugal.
