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Morreu Álvaro Cassuto, “o mais importante dos maestros portugueses”, destaca a Sociedade de Autores

06 de abril de 2026 às 16 h44
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O trabalho de Álvaro Cassuto "revelou-se determinante para a projeção de compositores como Luís de Freitas Branco, José Vianna da Motta e Joly Braga Santos, Frederico de Freitas, Fernando Lopes-Graça, entre outros" | Foto. DR

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) refere-se a Álvaro Cassuto, que morreu hoje, aos 87 anos, como “o mais importante dos maestros portugueses, tanto em Portugal como no panorama musical internacional”. De acordo com a SPA, “foi brilhante e notável o trabalho que realizou como maestro à frente de orquestras europeias, recuperando as obras sinfónicas de compositores como Joly Braga Santos e Fernando Lopes-Graça”.

A cooperativa de autores recorda ainda o seu apoio a “todas as gravações que realizou para editoras de grande prestígio internacional”. Álvaro Cassuto era cooperador da SPA desde 1968 e “sempre acompanhou de forma ativa e solidária as transformações operadas na cooperativa”, que lhe atribuiu, em 2022, o Prémio Vida e Obra, e publicou o seu livro de memórias, “Maestro sem Fronteiras”.

Na nota emitida hoje a SPA traça o percurso do maestro natural do Porto e que se licenciou em Direito, tendo sido colega do ex-Presidente Jorge Sampaio (1939-2021). A editora AvA Musical também manifestou “o seu mais profundo pesar” pela morte de Álvaro Cassuto, que considera “um dos mais dedicados e consequentes impulsionadores da divulgação do repertório sinfónico nacional, em particular da música do século XX”.

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De acordo com a editora especializada em música erudita, o trabalho de Cassuto “revelou-se determinante para a projeção de compositores como Luís de Freitas Branco, José Vianna da Motta e Joly Braga Santos, Frederico de Freitas, Fernando Lopes-Graça, entre outros”. A AvA Musical Editions recorda ainda a ligação próxima com o maestro e compositor, que contribuiu “ativamente com revisões críticas de inúmeras obras do nosso catálogo, sempre com um rigor, conhecimento e dedicação absolutamente exemplares”.

“Foi também através do seu trabalho, nomeadamente nas gravações realizadas para a editora Naxos, que grande parte deste repertório ganhou visibilidade internacional. Sem o seu empenho incansável, é legítimo afirmar que uma parte significativa da música portuguesa poderia ainda hoje permanecer injustamente desconhecida”, acrescenta a editora.

Texto de:Lusa

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