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Judo: “Gostava muito, mesmo muito, de subir ao pódio em Paris” – Catarina Costa

23 de julho de 2024 às 08 h44
DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

O que mais deseja para Paris?

Chegar na melhor forma física de sempre e conseguir ter essa performance no dia da competição, que é a 27 de julho.

Vamos ter medalha?

Espero que sim. Gostava muito, mesmo muito. Estou a trabalhar para isso, mas tenho a consciência de que é um objetivo extremamente difícil.

Sente ansiedade no dia da prova?

Não. Sinto até tranquilidade, pois sei que estou a lutar por algo grande, que passa por ambicionar o que muitos atletas não podem sonhar. Mas, enfim, reconhecendo que há sempre um ligeiro nervosismo, tenho de dizer que, nos Jogos de Tóquio, o dia da prova foi o dia em que me senti mais tranquila. Isto porque a preparação é tão bem feita que, naquele dia, é mesmo para nós desfrutarmos. E, quando desfrutamos, parece que toda a ansiedade e todo o nervosismo vão embora. Estamos ali, no nosso ambiente; é quase como se estivéssemos em casa.

O que significa uma lesão em ano olímpico?

A lesão foi no final de janeiro e regressei ao tapete no final de março. Foram dois meses em que mantive algum trabalho físico, dentro do possível, pois foi uma lesão no pé e uma cirurgia ao cotovelo, o que impossibilitou o trabalho de corrida e de bicicleta, por um lado, e de tronco também. Tudo isso tornou muito duro o trabalho de recuperar a forma, ainda por cima porque apareceram novas pequenas lesões, pois o corpo não estava ainda preparado. Em resumo, foi uma sucessão de vários azares que, felizmente, conseguimos superar para atingir, agora, uma forma muito boa. Aliás, penso mesmo que não teria conseguido ser a atleta que sou, hoje, se não tivesse passado por esse período difícil no início do ano.

A Catarina tem dado muitas entrevistas e, em cada uma, deixa uma marca de clareza e assertividade nas ideias e nas convicções. O discurso também se treina?

Em primeiro lugar, agradeço o elogio. Realmente, quando era mais nova, tinha alguma vergonha de falar, nestas entrevistas, e a estratégia que adotei foi a de manter o foco e a clareza nas minhas palavras, de modo a transmitir a mensagem certa. Depois, com o tempo, ganhei algum à vontade e a verdade é que até é algo que gosto de fazer, hoje.

Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital do dia 23/07/2024 do DIÁRIO AS BEIRAS

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