José Francisco Rolo fala em “situação caótica” em Oliveira do Hospital
Município de Oliveira do Hospital
Casas inundadas no Vale do Alva, deslizamentos de terras com pedras de grandes dimensões que obrigam ao corte de estradas, destruição de equipamentos desportivos e infiltrações nos espaços educativos e de justiça colocam o concelho de Oliveira do Hospital em “situação caótica”.
“Está muito mau. Foi declarado o estado de contingência para Oliveira do Hospital, mas agora é que começou a calamidade. Penalva de Alva, Santo António do Alva, São Sebastião da Feira, Avô e Alvoco das Várzeas com inundações. Em Penalva de Alva tenho água até à Sociedade Recreativa Penalvense, em São Sebastião da Feiras água a entrar em casas. É uma situação grave com elevados danos”, disse o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo.
O autarca deixou criticas à E-Redes e à Agencia Portuguesa do Ambiente (APA) por não terem dado um aviso das descargas que estão a ser feitas nas barragens que se situação a montante do Rio Alva. “Eu percebo que o foco e a prioridade esteja na bacia do Baixo Mondego, mas é importante que se lembrem as povoações ribeirinhas do interior da Região de Coimbra”, afirmou.
Os elementos da Proteção Civil de Oliveira do Hospital vão reunir ainda hoje para avaliar a situação e analisar se é necessário pedir a chuva, uma vez que nas próximas horas mantém-se os avisos de chuva intensa. “Se não tivermos capacidade de responder a todas as ocorrências, teremos que pedir socorro”, avisou.
José Francisco Rolo deu ainda a conhecer que há situações preocupantes no novo Campus Educativo de Oliveira do Hospital e que pedidos de ajuda por parte do diretor do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, Carlos Carvalheira, porque a escola “está cheia de água”.
Há também alertas de infiltrações de água no Tribunal de Oliveira do Hospital e na ESTGOH.
