Coimbra

Joaquim Sande Silva na comissão técnica independente para avaliar fogos de 2025

16 de abril de 2026 às 16 h18
Joaquim Sande Silva é professor da Escola Profissional Agrária | Fotografia: Arquivo - Pedro Filipe Ramos

O professor da Escola Superior Agrária de Coimbra, Joaquim Sande Silva, é um dos nomes escolhidos para integrar a comissão técnica independente que vai avaliar os incêndios rurais de 2025. Joaquim Sande Silva foi escolhido pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.

Os nomes dos 12 especialistas que integram a comissão técnica independente para avaliação dos incêndios de agosto de 2025 foram ontem publicados em Diário da República, sete meses depois de ter sido aprovada na Assembleia da República.

Além de Joaquim Sande Silva, foram escolhidos mais 11 membros da comissão técnica independente, tendo sido designados pelo presidente da Assembleia da República, Aguiar Branco, após indicação dos três maiores partidos com representação parlamentar, Associação Nacional de Municípios Portugueses, Associação Nacional de Freguesias, universidades e politécnicos.

 

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Segundo a declaração publicada em Diário da República, vão fazer parte da comissão técnica independente Álvaro Ribeiro e André Morais, indicados pelo PSD, Fábio da Silva, pelo Chega, e André Fernandes, pelo PS.

Nuno Guiomar e Paulo Fernandes foram indicados pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, enquanto  Susana Saraiva Dias também foi escolhida pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses indicou André Rodrigues e Nuno Meneses Osório e Associação Nacional de Freguesias José Manuel Ferreira e Márcia de Lima.

A comissão técnica independente vai iniciar os trabalhos no próximo dia 22, oito meses depois de terem deflagrado os incêndios e sete meses após ter sido aprovada na Assembleia da República.

A lei que cria a comissão técnica independente para avaliar os incêndios florestais de agosto de 2025 foi publicada em Diário da República em janeiro, depois de aprovada em setembro no parlamento, mas o arranque dos trabalhos sofreu alguns atrasos porque nem todas as entidades tinham indicado os respetivos representantes.

O alerta sobre os atrasos desta comissão foi feito pelo próprio Presidente da República, António José Seguro, que se manifestou espantado com esta demora, durante uma visita em março à aldeia de Mourísia, no concelho de Arganil, afetada pelos incêndios no ano passado.

Segundo um despacho de Aguiar Branco, a comissão técnica independente tem um mandato de 60 dias, prorrogáveis por mais 30, e vão elaborar um relatório final.

Segundo a lei que cria esta a comissão, os 12 técnicos especialistas são “de reconhecido mérito, nacionais e internacionais, com competências no âmbito da proteção civil, prevenção e combate aos incêndios florestais, ciências climáticas, ordenamento florestal, comunicações e análise de risco”.

O ano de 2025 foi marcado por uma das épocas de incêndios rurais mais graves da última década em Portugal, sendo considerado o quarto pior ano desde 2001 em termos de área ardida ao totalizar 270 mil hectares.

As regiões do Norte e Centro foram as mais afetadas.

Segundo a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, o número de incêndios mantém-se “significativamente abaixo” da média histórica, com 8.284 fogos no ano passado.

 

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