IL de Coimbra e Figueira da Foz querem adiamento das Presidenciais nas zonas mais atingidas
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Os núcleos de Coimbra e da Figueira da Foz da Iniciativa Liberal defenderam hoje o adiamento das eleições presidenciais do próximo domingo, “nas zonas do distrito severamente fustigadas pela depressão Kristin e pelas cheias do Rio Mondego”.
“Com diversas localidades isoladas e privadas de serviços fundamentais, como o fornecimento de eletricidade e o acesso a redes de telecomunicações, a Iniciativa Liberal considera que não estão reunidas as condições mínimas de segurança e equidade para o exercício do direito de voto”, justificaram.
Em comunicado enviado à agência Lusa, os núcleos da IL em Coimbra e na Figueira da Foz explicaram que esta posição conjunta está alicerçada na convicção de que a segurança e a salvaguarda das populações devem ser a prioridade absoluta, “prevalecendo sobre quaisquer calendários logísticos num momento de exceção em que a integridade dos cidadãos e o acesso aos serviços básicos estão em causa”.
Apesar de considerarem que a situação é particularmente crítica nos concelhos de Montemor-o-Velho, Coimbra, Soure e Figueira da Foz, também se estende a outros pontos do distrito, “onde a intempérie impede a livre circulação e o acesso às assembleias de voto em condições de normalidade e dignidade”.
“Neste contexto de emergência, é imperativo que os autarcas assumam uma postura institucional firme em defesa dos seus munícipes, articulando com as autoridades competentes o adiamento do sufrágio nas áreas afetadas”, referiram.
Para os núcleos da Il em Coimbra e Figueira da Foz, a legitimidade democrática exige que todos os cidadãos possam participar em segurança, “sem que o cumprimento de um dever cívico coloque em risco a integridade física ou a assistência prioritária às famílias”.
“As pessoas estão primeiro e o rigor das instituições deve refletir essa prioridade, garantindo que nenhum cidadão é privado do seu direito por via de uma catástrofe natural que impede, objetivamente, o funcionamento regular da vida democrática”, concluíram.
