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Habitações da Quinta das Bicas em Coimbra começam a ser entregues nas próximas semanas

19 de junho de 2026 às 21 h08
Fotografia Câmara Municipal de Coimbra e TECNORÉM - Engenharia e Construções, S.A.

O município de Coimbra irá entregar 56 dos 268 fogos do projeto de habitação pública da Quinta das Bicas nas próximas semanas, num processo que será dividido em quatro fases e que só deverá estar concluído no fim de outubro.

Em resposta à agência Lusa, fonte oficial da Câmara de Coimbra afirmou que serão entregues nas próximas semanas 56 fogos (28 T1 e 28 T2), num processo em que o empreiteiro responsável pela obra prevê que possa estar concluído “até final de outubro”.

Fonte da autarquia afirmou que a empreitada está “a decorrer a bom ritmo”, com uma execução próxima dos 70% no final de maio, acreditando que a grande maioria das habitações fique concluída dentro do prazo de elegibilidade do PRR.

Face aos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), programa que financiou este projeto lançado pelo anterior executivo, a Câmara de Coimbra salientou que está em contacto permanente com o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), para evitar que haja perda de financiamento, “tendo em consideração a dimensão do empreendimento e do investimento” (cerca de 36 milhões de euros).

De acordo com o município de Coimbra liderado pela coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN), já se encontra finalizada uma primeira fase de seleção e está uma segunda em curso para a entrega de habitações, incluindo “tanto famílias como idosos, até tendo em conta em consideração as tipologias atribuídas nesta fase”.

Sobre a promessa eleitoral de avançar com equipamentos partilhados como creche, parque urbano, jardim infantil e espaços de convívio, o executivo vincou que o projeto aprovado “não contemplava áreas especificamente destinadas a equipamentos sociais ou coletivos”, mas que está a desenvolver um trabalho em conjunto com as uniões de freguesia, Segurança Social e entidades locais para definir as respostas “sociais, educativas e comunitárias necessárias ao acolhimento e integração das famílias”.

Esse trabalho, aclarou, “encontra-se em curso e permitiu já identificar soluções de curto prazo, bem como necessidades estruturais a médio e longo prazo, assentes numa lógica de integração social sustentável e articulada”.

Questionada sobre que soluções de curto prazo serão implementadas, a Câmara disse que a principal preocupação do município, nesta fase de arranque, “é garantir as boas condições básicas para o início da vivência na Quinta das Bicas”, mas assegurou, sem concretizar, que há “outros trabalhos e projetos em preparação”.

Sobre a resposta de transportes públicos para a Quinta das Bicas, a Câmara de Coimbra afirmou que estará incluída na própria reformulação da rede dos transportes urbanos que está em curso, mas que ainda antes dessa revisão haverá um reforço de linhas.

“O reforço da resposta de transportes públicos será concretizado de forma faseada e ajustada à evolução efetiva da ocupação do empreendimento, garantindo ligações adequadas aos principais polos urbanos, escolares e de emprego”, afirmou.

Já a rede escolar para o próximo ano letivo “também já está a ser dimensionada”, disse.

Nesse sentido, já foram obtidos pareceres favoráveis para intervenções prioritárias na Escola Básica n.º 2 de Taveiro e na Escola Básica Inês de Castro, esclareceu.

Na saúde, também estão a ser identificadas necessidades junto com a Unidade Local de Saúde para antecipar “respostas associadas à integração da nova comunidade residente”.

Sobre os projetos de habitação a custos acessíveis para o Teatro Sousa Bastos (32 fogos) e rua Câmara Pestana (19 fogos), o município esclareceu que mantém a intenção de concretizar esses investimentos, mas não foi possível assegurar a sua execução dentro do prazo do PRR, estando a aguardar enquadramento financeiro para avançar com as operações.

Já o projeto de habitação a custos acessíveis na rua Padre António Vieira (20 fogos), encontra-se em reavaliação, “no quadro da estratégia municipal para a habitação e da definição das prioridades de investimento nesta área”, adiantou.

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