Coimbra

Eleições do PS em Coimbra têm garagem de militante como secção de voto

19 de junho de 2026 às 20 h41
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As eleições do PS em Coimbra, que decorrem no sábado, têm a garagem de um militante como secção de voto de Ribeira de Frades, com a comissão organizadora a não ver nenhum problema com o local escolhido.

De acordo com a convocatória do PS para as eleições da distrital e concelhia de Coimbra consultada hoje pela agência Lusa, a secção de voto em Ribeira de Frades é a “garagem do camarada Manuel Franco”, com indicação da morada.

Entre as várias secções de voto, estão identificadas sedes do PS locais, mas também casas de povo, sedes de junta de freguesia e espaços culturais e recreativos, sendo, a par de um café em Mira, o único espaço privado dado como secção de voto no distrito, segundo a consulta da Lusa à convocatória.

Questionado pela Lusa, o presidente da Comissão Organizadora do Congresso (COC), Luís Marinho, não vê qualquer problema no local escolhido, considerando que as secções “reúnem onde é possível reunir e, muitas das vezes, reúnem em casa do secretário-coordenador da secção”.

No entanto, o regulamento do PS para a eleição dos órgãos locais estipula que a assembleia eleitoral decorre na “sede da secção” ou, quando esse espaço não existe, “em outra sede do PS ou em espaço público determinado pelo órgão que superintende ao ato eleitoral”.

Para Luís Marinho, “um espaço público é um espaço aberto”.

“Desde que tenha a porta aberta, é público”, vincou, referindo que nunca houve nenhum tipo de contestação dos locais de voto.

Para o presidente da COC, a obrigação do partido passa pela publicitação do local exato onde se vai realizar a eleição e que esta decorra “de forma aberta e transparente”.

Segundo Luís Marinho, o local de voto é proposto pelas secções e os órgãos do PS aceitam ou não a sugestão.

No entanto, o antigo eurodeputado considerou que os militantes, caso registem algum problema em qualquer secção de voto, têm “meios para reclamar”.

Contactado pela Lusa, o presidente cessante da distrital do PS, João Portugal, afirmou que a federação respeita “o local que as secções indicam”, referindo que, ultimamente, se têm privilegiado locais públicos, ao invés de casas de militantes, como acontecia sobretudo no passado.

Sobre o caso particular da garagem, João Portugal admitiu que o local escolhido “não é o desejável”, afirmando que desconhecia aquele caso.

“Não me apercebi do local de voto, mas se tivesse havido uma reclamação de um militante que não se sentisse confortável, alterávamos de imediato o local. Ultimamente, tentamos evitar eleições em circunstâncias dessas”, salientou.

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