Engenheiros recomendam empresa pública para gerir rio Mondego, mas ministra recusa ideia
Fotografia: Pedro Filipe Ramos
No dia em que a água do rio Mondego voltou a circular pelo dique que rebentou nas cheias de fevereiro passado, foi apresentado relatório técnico sobre as Cheias de 2026 na Bacia Hidrográfica do Mondego e Revisão dos Modelos de Gestão de Risco pela Ordem dos Engenheiros
A Ordem dos Engenheiros defendeu ontem a constituição de uma empresa pública, com sede no território da bacia do Mondego, que seja responsável pela conceção, execução, construção, exploração, manutenção e conservação das infraestruturas do sistema hidráulico do rio.
No relatório técnico sobre as Cheias de 2026 na Bacia Hidrográfica do Mondego e Revisão dos Modelos de Gestão de Risco, apresentado ontem na sede da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) na presença da ministra do Ambiente e da Energia, Maria Graça Carvalho, recomenda-se ainda que exista uma atuação cada vez mais articulada na proteção civil, com forte coordenação entre as entidades. O objetivo é que as autarquias e as juntas de freguesia desempenhem um “papel fundamental, especialmente pela sua proximidade às comunidades”.
Depois de ouvir a síntese do relatório, a ministra Maria Graça Carvalho mostrou-se contra a ideia de criar uma empresa pública que gerisse a bacia do Mondego, não sendo, no entanto, contra o modelo de cogestão.
| Mais informação na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS
