Encontro inter-religioso reforça apelo à fraternidade e à paz mundial
DB/Patrícia Cruz Almeida
O papel das religiões na promoção da paz e da convivência entre povos voltou a estar no centro do debate no encontro inter-religioso promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que assinalou ontem, no Convento de São Francisco, o 7.º aniversário da Declaração sobre a Fraternidade Humana.
“Acredito que é possível uma vivência em comum, começando pelo que é mais básico no ser humano – o anseio de paz e reconciliação – antes da própria dimensão religiosa”, afirmou o padre Adelino Ascenso, diretor da Subcomissão para o Diálogo Inter-Religioso da CEP, sublinhando que o exemplo pessoal é essencial para promover uma verdadeira fraternidade universal.
O encontro, que assinalou os sete anos do documento assinado pelo Papa Francisco e pelo grande imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, em Abu Dhabi, reuniu cerca de uma centena de participantes e com representantes de 12 religiões.
Na cerimónia de abertura, D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra e vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, apelou a que as religiões sejam “agentes ativos na edificação de um mundo de justiça e de paz para todos”. E acrescentou: “A humanidade não vai salvar-se sem a presença viva e construtiva da dimensão religiosa da vida.”
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