Doenças crónicas afetam mais mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade – INE
Estimativa de anos de vida saudável à nascença de 59,6 anos para o total da população
Mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade são os mais afetados por uma doença crónica ou problema de saúde prolongado, atingindo 44,1% da população com 16 ou mais anos em 2025, revelam dados de hoje do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Considerando a informação relativa à existência de limitações devido a problemas de saúde, a estimativa de anos de vida saudável à nascença era de 59,6 anos para o total da população, e mais baixa para as mulheres (58,3 anos) do que para os homens (61 anos)”, sublinha o INE.
Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) de 2025 do INE referem que a prevalência era mais frequente nas mulheres (47,6%) do que nos homens (40,2%) e afetava duas vezes mais a população idosa: 69,7% dos maiores de 65 anos, contra 33,9% na população com menos dessa idade. Os reformados são os mais afetados (70,3%), seguidos de desempregados (43,3%) e da população empregada (32,5%). Regionalmente, a Madeira regista a maior prevalência (47,5%) e o Algarve a menor (38,5%), a única região abaixo dos 40%.
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Quanto às limitações nas atividades diárias, 23,8% da população indica algum tipo de restrição, sendo 4,8% casos severos. Mulheres (27,2%) e idosos (47,5%) reportam mais limitações. Os dados indicam que a escolaridade também influencia, com apenas 11,2% dos que têm ensino superior e 13,1% dos que completaram o secundário a relatarem limitações, contra 33,2% do ensino básico e 63,3% sem escolaridade. A esperança média de vida à nascença em Portugal foi estimada em 82,5 anos em 2023 (85,3 anos para mulheres e 79,5 para homens).


