Coimbra: Reitor alerta para facilitismo no acesso ao ensino superior
DB-Pedro Filipe Ramos
O reitor da Universidade de Coimbra (UC) lamentou ontem que as medidas excecionais adotadas durante a pandemia tenham resultado no aumento do número de vagas e na diminuição do “nível de exigência de acesso ao ensino superior”. Ao intervir na sessão solene das aulas, Amílcar Falcão constatou que os anos com mais candidatos ao ensino superior (2020 a 2024) foram anos em que os alunos puderam concluir o ensino secundário sem a realização de exames nacionais. Para o reitor, a ideia de que é possível “resolver a queda abrupta verificada no número de estudantes que concluíram o ensino secundário este ano, acabando com os exames nacionais, tem custos enormes, não só do ponto de vista da qualidade, mas também da justiça relativa”.
Por essa razão, defendeu o mínimo de duas provas de ingresso para acesso ao ensino superior, frisando que “a via do facilitismo e da falta de qualidade não costumam acabar bem”.
Além disso, notou que abertura de mais vagas durante a pandemia resultou numa rede de ensino superior “sobredimensionada”.
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