Coimbra: Quando a voz renasce a cantar
DB/Foto de Pedro Ramos
Em Portugal há mais de mil novos doentes por ano a sofrer com doenças malignas na voz. A perda da voz, por doenças relacionadas com a laringe e a faringe, é o pior cenário possível, mas bastante provável.
Com o desaparecimento da voz, a vida do doente muda drasticamente. O contacto e a comunicação diminuem e a integração na sociedade vai-se desvanecendo.
Nos dias de hoje, a medicina já consegue devolver a voz a estes pacientes, porém todo o processo de reabilitação e integração na sociedade é doloroso e demorado.
Encontrar alegria no meio do infortúnio
Em Coimbra, existe um coro que alegra a vida nesta nova fase da vida dos laringectomizados.
Jorge Migueis, diretor do Serviço de Otorrinolaringologia da ULS de Coimbra, trouxe a ideia de Bordéus, mas só há cerca de três anos a conseguiu implementar em Coimbra.
“Durante muito tempo foi uma luta sem sucesso. Há três anos conseguimos. Isto demonstra que podemos falar sem voz e que há vida para lá do cancro”, explicou.
Também o maestro do coro, Gustavo Godinho, salientou a importância que este espaço tem para os doentes.
“O trabalho que fazemos é, de certa forma, começado na terapia da fala, sendo, no fundo, uma extensão desta reabilitação e da capacidade de projeção e de compreensão que os outros têm dos doentes”, disse.
Pode ler a notícia completa na edição impressa do dia 17/04/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS
