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Coimbra: Quando a voz renasce a cantar

17 de abril de 2025 às 07 h23
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DB/Foto de Pedro Ramos

Em Portugal há mais de mil novos doentes por ano a sofrer com doenças malignas na voz. A perda da voz, por doenças relacionadas com a laringe e a faringe, é o pior cenário possível, mas bastante provável.

Com o desaparecimento da voz, a vida do doente muda drasticamente. O contacto e a comunicação diminuem e a integração na sociedade vai-se desvanecendo.

Nos dias de hoje, a medicina já consegue devolver a voz a estes pacientes, porém todo o processo de reabilitação e integração na sociedade é doloroso e demorado.

Encontrar alegria no meio do infortúnio

Em Coimbra, existe um coro que alegra a vida nesta nova fase da vida dos laringectomizados.

Jorge Migueis, diretor do Serviço de Otorrinolaringologia da ULS de Coimbra, trouxe a ideia de Bordéus, mas só há cerca de três anos a conseguiu implementar em Coimbra.

“Durante muito tempo foi uma luta sem sucesso. Há três anos conseguimos. Isto demonstra que podemos falar sem voz e que há vida para lá do cancro”, explicou.

Também o maestro do coro, Gustavo Godinho, salientou a importância que este espaço tem para os doentes.

“O trabalho que fazemos é, de certa forma, começado na terapia da fala, sendo, no fundo, uma extensão desta reabilitação e da capacidade de projeção e de compreensão que os outros têm dos doentes”, disse.

Pode ler a notícia completa na edição impressa do dia 17/04/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

António Cerca Martins

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