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Coimbra mobilizou-se para discutir o futuro da rua da Sofia

03 de junho de 2026 às 12 h23
Duas centenas de pessoas participaram ontem à noite no debate que teve lugar na Liga dos Combatentes | Foto: António Rosado

A sessão pública “Sofia em transformação” registou, ontem à noite, quase duas centenas de participantes no debate sobre “como deve ser feita a requalificação da histórica rua da Sofia”.
Foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra onde estiveram presentes representantes dos diversos setores político-partidários, autarcas (atuais e antigos, da vereação e união de freguesias), a Universidade de Coimbra, através do próprio reitor, investidores, comerciantes e residentes.
Numa sala a abarrotar de um colégio histórico, onde funciona a Liga do Combatentes, Pereira da Silva, vereador do urbanismo de Coimbra nos anos 1990, dizia que “não poderia faltar, até porque nasci nesta rua”.

A  presidente da câmara, Ana Abrunhosa disse que o objetivo foi “discutir o futuro, tendo em conta que a Declaração de Impacte Ambiental que foi feita quando se planeou o metrobus, já previa só um sentido de trânsito”, em direção à saída da área central da baixa, e só para transportes públicos. “A partir daqui está tudo em aberto”, referiu.
A autarca admitiu uma ciclovia, passeios mais largos e esplanadas, mas também c espaços para cargas e descargas, de forma a servir o comércio, e paragens de transportes públicos.
Ana Abrunhosa considerou que “a adesão das pessoas mostra que se interessam pela cidade” e revelou que o início da transformação da rua, numa primeira fase, ainda vai ter início este ano, até para estar preparada para a 7.ª edição da Manifesta, a Bienal Nómada Europeia, que decorrerá em 2028. Valorizará ainda a zona classificada como Património Mundial da UNESCO, bem como a possível futura circulação do metrobus.

Entretanto, foi apresentado um estudo sobre a reorganização do trânsito na Baixa de Coimbra onde se refere que metade das pessoas que anda de carro naquela zona não precisava de passar por lá e até teria trajetos mais curtos. Desafiados a pensar três blocos de intervenção (mobilidade e circulação, espaço público e património, comércio e vivência urbana) para a Rua da Sofia, os cidadãos, divididos por grupos, apresentaram no final considerações e propostas para aquela zona.

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