Coimbra: Dramaturgo iraniano trabalha o dia-a-dia e nele encontra ” fome de mudança” no seu país
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O dramaturgo e encenador Amir Reza Koohestani trabalha quase sempre a partir do quotidiano e é no dia-a-dia, para lá do que se vê à tona da sociedade iraniana, que encontra fome de mudança no seu país.
“Talvez haja uma mudança, mas há, sobretudo hoje, fome por mudança”, disse à agência Lusa o criador iraniano, que dirige este ano o École des Maîtres, projeto internacional de formação avançada, que viaja por quatro países europeus, com a participação de jovens atores, e que tem hoje uma apresentação, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, do processo em construção no âmbito desse curso itinerante.
No exercício, que é apresentado hoje, às 18:30, em Coimbra, será trabalhado também o olhar sobre o quotidiano, numa mistura com os segundos atos de cinco peças de Tchekhov, dramaturgo russo que explora a performance a partir de gestos aparentemente banais da vida diária.
“Eu sempre senti a ausência de algumas das nossas experiências diárias no teatro, aquela que é a nossa luta diária. Pensa-se no teatro político falando de políticos ou de Trump, mas pode-se falar das compras que fazemos na internet para fugir aos problemas ou do lugar de espera como lugar de consumo”, notou.

