A arte de escrever num tempo de rejeição do livro e da leitura
DB/Pedro Filipe Ramos
A infância e a juventude, a par de um ambiente social muito próprio, moldaram um leitor inveterado. E ajudaram a construir um autor ímpar.
António Canteiro, de seu nome João Cruz, recorda: “Desde criança que gostava de ler. Tive a sorte de ter amigos que também gostavam. Vivíamos a 10 quilómetros de Cantanhede e da biblioteca municipal, por isso, trocávamos livros que comprávamos, na altura, no Círculo de Leitores”.
Com 16, 17 anos, ele e os amigos fundaram um jornal, “Ver lendo”, em São Caetano, que distribuíam no final da missa, ao domingo, cheio de notícias e de crónicas, mas também de poemas.
João Cruz acabou o curso e, em 1991, casou com Fernanda, teve os seus dois filhos, a Rita e o Simão, residindo alguns anos em Coimbra e foi colocado na Pampilhosa da Serra, no então Programa Integrado de Promoção do Sucesso Escolar (PIPSE). Ali esteve durante quatro anos. Nunca deixou de escrever.
“Nessa altura, as minhas férias de verão envolviam viagens a França e à Suíça, para apanhar fruta, e até cheguei a aventurar-me a ir trabalhar em cruzeiros, o que me levou a Miami e às Caraíbas. E também aí a escrita me acompanhava. Era uma espécie de diário de viagens, que ainda hoje tenho”.
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