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Tiago Bettencourt celebra 25 anos de carreira com digressão que inclui concertos com Toranja

03 de julho de 2026 às 10 h38
Concerto do Coimbra é a 19 de outubro, no Convento São Francisco | Fotografia: Facebook

O músico Tiago Bettencourt vai assinalar 25 anos de carreira com uma digressão em 2027 que inclui dois concertos, no Porto e em Lisboa, com os Toranja, banda que liderou, como convidados especiais, foi hoje anunciado.

A digressão de Tiago Bettencourt no próximo ano será “uma celebração de um percurso singular na música portuguesa”, ao longo do qual o músico “construiu uma obra profundamente autoral, marcada por canções que atravessaram gerações e consolidaram o seu lugar como um dos mais relevantes ‘songwriters’ [escritores de canções, em português] nacionais”, refere o agenciamento do músico, num comunicado hoje divulgado.

A digressão, que arranca em 19 de fevereiro em Almada, na Academia Almadense, inclui dois concertos com os Toranja como “convidados especiais”, em 23 de outubro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e em 06 de novembro no Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena, no Porto.

 

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Depois de Almada, Tiago Bettencourt leva a digressão às Caldas da Rainha, no dia 20 de março, no Centro Cultural e de Congressos, a Leiria, 09 de outubro no Teatro José Lúcio da Silva, a Coimbra, 19 de outubro, no Convento São Francisco, e a Braga, 21 de outubro, no Theatro Circo. Entretanto, serão anunciadas outras datas.

Nos concertos, Tiago Bettencourt irá revisitar diferentes momentos da carreira, “desde os primeiros passos com os Toranja até ao trabalho a solo que tem vindo a desenvolver ao longo das últimas duas décadas”.

Tiago Bettencourt, de 46 anos, fundou os Toranja em 2001. Responsáveis por temas como “Carta”, “Laços” e Fogo e Noite”, os Toranja editaram dois álbuns: “Esquissos” (2003) e “Segundo” (2005).

Depois de uma pausa da banda em 2006, que se prolonga até hoje, Tiago Bettencourt continuou a solo, tendo editado o primeiro álbum em nome próprio, “Jardim”, um ano depois.

Seguiram-se “Em Fuga” (2010), “Tiago na Toca e os poetas” (2011), “Acústico” (2012), “Do Princípio” (2014), “A Procura” (2018) e “2019 Rumo ao Eclipse” (2020).

O álbum mais recente de Tiago Bettencourt, “Foz”, editado em novembro do ano passado, é “bastante mais eletrónico” que os anteriores e resultado de um longo processo de experimentação, do qual fez parte uma residência artística na Suíça.

Em entrevista à Lusa, na altura em que “Foz” foi editado, o músico partilhou que o processo de criação do novo trabalho “foi uma procura” por um sítio onde queria chegar, mas não fazia ideia como.

Os 15 dias que passou em abril de 2024 em residência artística num ‘chalet’ de montanha, na Suíça, foram “essenciais” para conseguir descobrir a direção que queria dar ao novo trabalho.

“Acho que todo o imaginário do álbum passa muito pelos sons que essas paisagens me sugeriram. Quando voltei para Lisboa já tinha mais noção do sítio para onde queria ir”, partilhou.

Na música eletrónica, que “permite ir para um lado mais imaginário”, encontra “infinitas possibilidades”.

“Se estiver a gravar com o meu baterista tenho o som de bombo da bateria dele, mas na música eletrónica tenho infinitas possibilidades. Quando vou à procura da escolha do bombo, estou à procura de uma emoção, de qualquer coisa que quero sentir quando esse bombo entrar”, descreveu.

Essa procura levou tempo e, na verdade, “nunca acaba”. Tiago Bettencourt podia ter continuado “até ao infinito”, mas quer que as músicas acabem e mais ainda editar álbuns. A certa altura decidiu parar: “Ok. Está bom assim e é assim que eu quero”.

Já com as canções em estado avançado percebeu que precisava de ajuda de alguém mais experiente no campo da eletrónica. Foi nessa altura que recorreu ao músico, produtor e amigo Fred Ferreira (dos Orelha Negra e Banda do Mar, entre outros projetos) para que com ele produzisse “Foz”.

Além de Fred, o álbum conta também com a participação da cantora Milhanas, autora da letra e voz no dueto “Não sei”, e da fadista Raquel Tavares, em “Montanha”.

A mistura do álbum ficou a cargo de Charlie Beats, que já produziu para Wet Bed Gang, Kappa Jotta e Papillon, entre muitos outros, “uma bela e improvável descoberta”.

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