Coimbra

“Estou a notar que a juventude universitária está a aderir muito à fé”

03 de julho de 2026 às 11 h45
Este é o último ano da liderança de Joaquim Costa Nora na Confraria da Rainha Santa Isabel | Fotografia: DR

O presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel frisou, em entrevista ao DIÁRIO AS BEIRAS, que também os mais novos estão a aderir fortemente à fé e, consequentemente, à tradição das procissões da Rainha Santa Isabel. Joaquim Costa Nora garantiu ainda que a própria confraria está, neste momento, com grande vivacidade. O facto de ser o terceiro ano seguido de procissões não vai, segundo o presidente da confraria, reduzir a adesão às mesmas

Este ano é o terceiro seguido de procissões, algo pouco comum…
Antigamente, as procissões eram todos os anos. No século XIX eram todos os anos. Acontece é que quem pagava eram os comerciantes de Coimbra, e além de ser muito cansativo, era muito “cansativo” (faz sinal de dinheiro). Acabaram por pedir para ser de dois em dois anos, e foi concedido.

O facto de ser o terceiro ano seguido de procissões pode afastar fiéis e curiosos?
Admito que tive esse receio até porque há comunidades que vêm de longe. Temos, por exemplo, uma comunidade de devotos que é da Califórnia. Além de gastarem muito dinheiro nas viagens, marcam as viagens de dois em dois anos. No ano passado acabaram por vir na mesma. Eu tinha mais receio no ano passado do que propriamente na edição deste ano das procissões, porque o ano passado foi uma exceção e poderia haver pessoas que não sabiam que havia.
Claro que se na procissão estiver muito calor, que é o que vai acontecer este ano, pode haver quem decida não vir. Houve um ano em que havia alerta vermelho e, em concordância com o bispo D. Virgílio Antunes, retardámos uma hora o início da procissão.

Com o calor severo que está previsto, há o risco de adiamento do início da procissão?
Quer dizer, não vou dizer que é risco, mas há essa possibilidade. Os dias são compridos e, portanto, poderá haver necessidade dessa situação. Nós estamos a prever abastecer-nos com muita água.

| Mais informação na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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