Coimbra

Professor prova que o heavy metal também educa e inspira

27 de maio de 2026 às 08 h14
Sessão de reconhecimento decorreu no Salão Nobre do concelho | Foto: CMC

David Miguel, docente na Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, foi recebido ontem no Salão Nobre dos Paços do Concelho. É um dos 10 finalistas do Global Teacher Prize Portugal 2026

A música clássica e o heavy metal parecem pertencer a universos inconciliáveis. Contudo, para o professor David Miguel, mundos que se cruzam de forma natural. Foi, precisamente, essa ousadia em aproximar realidades aparentemente opostas que o levou a ser selecionado como um dos 10 finalistas nacionais do Global Teacher Prize Portugal 2026.
Ontem, o Salão Nobre da câmara acolheu uma homenagem ao docente da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, cujo trabalho de investigação e prática pedagógica fundem a “música erudita” com o heavy metal, demonstrando que ambos partilham complexidade, virtuosismo e a capacidade de despertar emoções.
Numa conferência, no Canadá, o professor chegou a contestar a ideia de que o metal seria prejudicial à saúde, considerando-a uma falácia.
“Só quem nunca ouviu Rachmaninoff, Stravinsky ou temas de Black Sabbath e Opeth pode cair nessa ideia. O metal também pacifica”, defendeu.
O diretor do Conservatório, António Devesa, não poupou elogios a esta abordagem “inesperada e irreverente”, que desconstrói rótulos e incentiva os alunos a preferirem a curiosidade ao preconceito.

Mais informação na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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