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Mau tempo: Sete corporações de bombeiros com 1,8 ME de financiamento colaborativo

23 de abril de 2026 às 15 h41
Bombeiros Voluntários de Penela recebem segundo maior valor num total de 455 mil euros | Fotografia: Arquivo

Sete corporações de bombeiros afetadas pelo mau tempo vão beneficiar no total de 1,8 milhões de euros (ME) no âmbito do financiamento colaborativo “Reconstruir a Região Centro Juntos!”, divulgou hoje a Estrutura de Missão para a reconstrução da região.

O maior montante (650 mil euros) é para reerguer o quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria, seguindo-se a recuperação do quartel dos Voluntários de Penela (455 mil euros) e do dos Voluntários de Monte Redondo, este também do concelho de Leiria, com 300 mil euros.

Os projetos das sete associações humanitárias – incluem-se também a Argus (Arganil), Voluntários e Brasfemes (ambas de Coimbra) e Voluntários de Alcoutim – integram o lote de 28 que já estão financiados a 100%.

 

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“Neste momento, dos 73 projetos disponíveis na plataforma, 28 projetos encontram-se já financiados a 100%, num total de mais de 3,2 milhões de euros, evidenciando o forte envolvimento da sociedade civil e a eficácia deste modelo na resposta às necessidades identificadas nos territórios afetados”, referiu, numa nota de imprensa, a Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País.

De acordo com esta entidade, coordenada por Paulo Fernandes, “os projetos apoiados abrangem áreas essenciais como a reconstrução de equipamentos e infraestruturas, o apoio a associações e instituições locais, a dinamização da economia e da vida comunitária, bem como o reforço da resiliência do território, complementando outros programas e instrumentos públicos de recuperação em curso”.

No lote de 28 projetos com 100% de financiamento contam-se sete do concelho de Leiria, igual número da Marinha Grande e três de Pombal.

Coimbra, Ourém, Alcoutim e Alcácer do Sal têm dois projetos cada, enquanto os restantes três projetos financiados na totalidade dividem-se por Porto de Mós, Arganil e Penela.

Desde 01 de março que está disponível a plataforma digital de financiamento colaborativo https://ppl.pt/reconstruir, para “mobilizar cidadãos, empresas e organizações no apoio a projetos de recuperação e transformação sustentável nos territórios afetados” pelo mau tempo, segundo informação do Governo.

A plataforma, destinada, exclusivamente, ao financiamento de projetos de utilização coletiva, é “um mecanismo complementar aos apoios públicos já mobilizados, não sendo admissível a duplicação de financiamento para as mesmas despesas”, adiantou o Governo.

Um mês depois, a Estrutura de Missão anunciou que um primeiro grupo de 37 propostas para financiamento tinha sido submetido na plataforma colaborativa desenvolvida em parceria com a PPL, após instruídas e validadas por aquela entidade.

Segundo a Estrutura de Missão, a atualização hoje anunciada “corresponde à segunda fase desta iniciativa, que consolida o papel do financiamento colaborativo enquanto mecanismo contínuo, flexível e orientado para resultados concretos no terreno”.

“A plataforma permanece aberta à submissão de novos projetos, que são disponibilizados para financiamento de forma contínua, permitindo responder a necessidades emergentes e acompanhar o processo de reconstrução de forma dinâmica”, adiantou, salientando “o papel fundamental da mobilização contínua de cidadãos, empresas e instituições, cujo envolvimento ativo tem sido decisivo para impulsionar a recuperação e fortalecer a capacidade de resposta dos territórios afetados”.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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