“Telemedicina era uma causa humanista que garantia igualdade de acesso à saúde”
Eduardo Castela, pioneiro na criação da telemedicina em Portugal
O Dia Mundial da Saúde, que hoje se assinala com o lema “Juntos pela saúde. Apoie a ciência”, é o cenário ideal para lembrar o início da telemedicina em Portugal e o médico de Coimbra que foi pioneiro na sua criação.
Quando, em meados da década de 1990, Eduardo Castela começou a falar de instalar a telemedicina em Coimbra, a ideia parecia quase irreal. Não havia exemplos em Portugal, não existia legislação e os médicos dividiam-se entre o entusiasmo e a desconfiança que sempre rodeia as ideias inovadoras que ditam o progresso e a modernização da medicina.
Trinta anos depois, a telemedicina é um ato médico plenamente reconhecido e uma ferramenta central do sistema de saúde em Portugal. Eduardo Castela, pioneiro, com a sua equipa, na introdução desta técnica em Portugal, recorda o caminho feito, com muita dedicação e trabalho.
Fundador do Serviço de Cardiologia Pediátrica
Criado na Alta de Coimbra, na zona que escapou às grandes demolições para a construção da cidade universitária, no Estado Novo, Eduardo Castela cedo escolheu a futura profissão, em grande medida ditada pelo ambiente familiar: o avô fora enfermeiro, o pai era médico e dois dos seus irmãos seguiram também medicina. Formou-se na Universidade de Coimbra e completou a sua formação com estágios em centros de referência internacionais, nomeadamente em Bordéus e Paris.
Entrevista completa na edição de hoje do Diário As Beiras
