Calamidades mostraram um país feito com “camadas de carolice”
Fotografia: António Rosado
A atualização de modelos de previsão de catástrofes e a implementação de um sistema de dados, que forneça informação ao minuto, foram as propostas que a presidente da Câmara Municipal de Coimbra deixou ontem, ao intervir na conferência “Eventos Climáticos Extremos – Antecipação, Impacto e Respostas”, realizada na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Ana Abrunhosa referia-se às dificuldades que sentiu na tomada de decisão com base em evidências técnicas, durante os dias das cheias do Mondego.
Confrontado com uma calamidade ainda de maiores dimensões, o presidente do Município de Leiria, Gonçalo Lopes, assinalou que as consequências da tempestade Kristin colocaram em causa a “soberania nacional, porque é esse o risco quando uma região está 30 dias sem energia da rede elétrica”.
Enterrar os cabos elétricos
Para o autarca, é necessário um grande investimento para enterrar os cabos elétricos, resolvendo a questão de “ter as linhas entregues a uma empresa privada e, se calhar, a entidade reguladora não está a fazer o seu trabalho”. Gonçalo Lopes revelou que a autarquia que dirige gastou 13 milhões de euros nas duas primeiras semanas após a catástrofe, que subiram para 33 milhões até agora.
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