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Opinião Olhar Coimbra sem lupas partidárias …

12 de dezembro de 2025 às 11 h56

Coimbra também tem as suas “obras de Santa Engrácia”… a construção do “Metro-Bus”!… Só que, ao contrário do que acontecia com as históricas “obras de Santa Engrácia de Lisboa”, estas continuam a semear o caos no trânsito da cidade, na deslocação das pessoas no seu dia-a-dia, no comércio local. Depois do caos que foi a vida na Solum, do que ainda é na zona da Portagem e Avenida Fernão de Magalhães, Rua Sá da Bandeira e Praça da República … chegou agora a vez à zona da Cruz de Celas!… As obras começam, perturbam tudo, são temporariamente interrompidas (por tempo indeterminado) e começam noutro local, num desrespeito total por todos, sem se saber quem são os responsáveis, dada a total falta de comunicação e responsabilização entre os autores das obras e as Autoridades locais e perante os seus cidadãos!… É como se ninguém estivesse a assumir a responsabilidade pelo projecto!… A população de Coimbra merece ter infraestruturas de transportes modernos e eficientes, mas já chega de caos. Já é mais do que tempo de tomar medidas para resolver este problema e garantir que tais obras estejam concluídas o mais rapidamente possível!…
Acontece que, muitas vezes, os projectos e políticas públicas têm um ciclo de vida que ultrapassa o mandato de um presidente ou governante. Então, ou se acelera a conclusão dos projectos em curso antes do término do respectivo mandato, ou aqueles são transferidos para o mandato sucessor, assim se garantindo a continuidade das políticas públicas. Ora, nem sempre isso acontece, e alguns projectos são muitas vezes interrompidos ou alterados, o que acaba em imobilismo frustrante para a população. Entretanto, o novo presidente, para se afirmar como diferente, faz as suas promessas, quase sempre com muito folclore, mas que depois acaba por não cumprir, quando não, o que ainda é pior, pela paragem ou destruição do que havia sido iniciado ou até já havia sido feito.
A Política é um jogo complexo, mas a chave estará na transparência e responsabilização dos governantes para que, antes de avançarem com um folclore de grandes projectos improváveis que depois muitas vezes não chegam a ter conclusão (ou que nem sequer chegam a ser iniciados), terminem os dos seus antecessores, aqueles que a população esperava já ver concluídos … sem complexos de partidarices !…
Infelizmente, a “partidaricite” a que assistimos as mais das vezes é já um ciclo vicioso de falta de confiança que leva á desmotivação e permite que os interesses particulares prevaleçam.
Talvez seja a hora de as populações olharem para uma Câmara Municipal como uma Instituição que pode produzir sem grandes alaridos, recolhida no silêncio mas mostrando igualmente o que foi feito, ser humilde mas assumir que Coimbra já começou a mudar há cerca de quatro anos com a anterior governação da Autarquia e com a esperança de que a nova governação continue os projectos havidos e, com o seus projectos próprios, enriqueça e acelere a velocidade no percurso do mesmo caminho.
Se não houver quem cave a terra seca, os que vêm a seguir não podem semear…

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