Opinião: A Digitalização da Economia Portuguesa
De acordo com o relatório de economia digital, emitido em 2023 pela ACEPI (Associação Economia Digital), Portugal tem demonstrado um forte desempenho em termos de investimentos em infraestruturas digitais, na requalificação da força de trabalho e nas aplicações de recursos para aperfeiçoar as competências digitais.
De facto, a estimativa para 2023, do valor do comércio eletrónico em Portugal, nas modalidades (B2C e B2B), atinge o valor de 143 mil milhões de euros, o que representa um valor de 56% do PIB gerado em 2024. No quadro seguinte, apresentam-se tópicos importantes para a compreensão do esforço português em termos de economia digital.
1: Indicadores mais importantes
85% dos portugueses utilizam a Internet.
42% assistem a filmes e séries através de serviços da subscrição, atividade que mais subiu entre os utilizadores de Internet.
54% dos portugueses fazem compras na Internet.
62% dos compradores online adquirem roupa e acessórios, a categoria mais comprada.
50% dos compradores online preferem pagar por referência multibanco. O pagamento por telemóvel (MBWay) saltou para 2ª preferência – 42% dos compradores.
143 mil milhões estimativa do valor do comércio eletrónico em Portugal (B2C + B2B), em 2023.
Em 2023, Portugal apresentava indicadores de competências digitais superiores à média da europa. Com efeito, 55% dos portugueses têm competências digitais básicas.
81% dos utilizadores de Internet, utilizam serviços públicos digitais, valor acima da média da UE.
Portugal tem um desempenho particularmente bom em infraestrutura de redes fixas de elevada capacidade (cobertura de 93%, em comparação com a média da UE de 73%), bem como na utilização de banda larga fixa de pelo menos 100 Mbps ( 77% de lares, estão cobertos em comparação com 55% da média da UE).
Em termos de digitalização dos negócios, 70% das suas PME têm pelo menos um nível básico de intensidade digital, a par da média da europa. As empresas portuguesas que utilizam Inteligência Artificial representam 17%, ou seja, mais do dobro da média da UE.
A Década Digital, é a designação dada pela Comissão Europeia ao programa para a transformação digital da Europa, até ao ano de 2030. A União Europeia ambiciona alcançar uma maior soberania digital num contexto global, além de capacitar indivíduos e organizações, possibilitando-lhes o aproveitamento das vantagens de um futuro digital sustentável e centrado no ser humano. As metas do programa Década Digital abordam quatro dimensões chave: competências digitais das pessoas, transformação digital das empresas, infraestruturas digitais e serviços públicos digitais.
Efetivamente, Portugal alocou 22% dos gastos do Plano de Recuperação e Resiliência para priorizar as competências digitais, a transformação digital das empresas e os investimentos na administração pública. E, de facto, o país tem demonstrado uma forte ação nas aplicações financeiras associados a infraestruturas de conectividade, de requalificação da força de trabalho e na elevação das aptidões digitais.
Em 2023, Portugal apresentava indicadores de competências digitais superiores à média da europa. Na realidade, 55% dos portugueses detêm competências digitais básicas, além de demonstrar uma performance, digna de realce em inversões associadas a infraestruturas de redes fixas de elevada capacidade (cobertura de 93%, em comparação com a média da UE de 73%), bem como na utilização de banda larga fixa de pelo menos 100 Mbps ( 77% de lares portuguesas já usufruem, em comparação com 55% da média da UE).
(texto completo em www.asbeiras.pt)
Efetivamente, as infraestruturas publicas digitais são soluções estruturantes que empregam padrões de tecnologia em rede para satisfazer o interesse público. São projetadas para serem aproveitadas por diversas entidades do setor público e privado, segundo princípios de universalidade e interoperabilidade. Neste setor específico, a UE e Portugal estão a melhorar as suas infraestruturas digitais e a sua resiliência, que são uma das sapatas básicas da economia digital. Portugal é um dos países liderantes em infraestruturas digitais, usufruindo, por isso, dos benefícios inerentes à economia digital, como o demonstra o valor que já representa no PIB.
Em termos de digitalização dos negócios, 70% das suas PME têm pelo menos um nível básico de intensidade digital, posicionando-se Portugal a par da média da europa. As empresas portuguesas que utilizam Inteligência Artificial representam 17%, quantitativo que dobra a média da UE. Há, contudo, a perceção comum que a implementação de tecnologias baseadas em IA resultará em menos empregos. No entanto, segundo a AICEP ( 2024 ), em Portugal, 48% dos empregadores acredita que a IA levará ao crescimento das suas equipas, e somente apenas 25% antecipam uma redução, enquanto 23% que não vaticinam qualquer impacto. Em suma, nos últimos anos tem ocorrido em Portugal uma metamorfose significativa no seu panorama económico, impulsionado pela adoção acelerada de tecnologias digitais. Na verdade, a economia digital tornou-se um eixo central para a competitividade e resiliência da economia portuguesa, sendo Portugal reconhecido internacionalmente pelos seus avanços em termos de digitalização da economia. O programa “Portugal digital” lançado pelo Governo, em março de 2020, visa acelerar a transição para uma economia mais conectada, inovadora, mais moderna, sofisticada e virada para o futuro.
