ULS de Coimbra testou quase 150 pessoas em três dias para doenças sexualmente transmissíveis
Fotografia: Arquivo - Ana Catarina Ferreira
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra testou, em três dias, cerca de centena e meia de pessoas para doenças sexualmente transmissíveis, numa iniciativa, em conjunto com a Associação Existências, especialmente direcionada à comunidade de estudantes.
Numa tenda montada na Praça da República, na alta da cidade de Coimbra, o Serviço de Doenças Infecciosas e o Serviço de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis do Departamento de Saúde Pública da ULS efetuaram testes rápidos gratuitos a toda a população, mas sobretudo aos mais jovens, aproveitando o início da Queima das Fitas.
“A realização desta ação, que tem o apoio da Direção-Geral da Saúde, no âmbito do Programa de Saúde Prioritário das Hepatites Virais, é estratégica na sensibilização e prevenção da infeção. Para além da testagem, a ação incluiu também a disponibilização gratuita de material contracetivo”, explicou a diretora do Serviço de Doenças Infecciosas.
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A médica Cristina Valente salientou que “as pessoas que fazem os testes regularmente e são diagnosticadas precocemente têm melhores resultados em saúde do que aquelas que adiam a realização do teste”, já que o diagnóstico tardio e o atraso no acesso ao tratamento são fatores associados à transmissão continuada destas infeções.
Das 147 pessoas testadas, duas foram referenciadas para acompanhamento médico na ULS de Coimbra.
Apesar de não se ter verificado grande discrepância entre géneros, numa faixa etária entre os 20 e os 25 anos, a maioria das pessoas testadas eram mulheres.
“É muito importante que as pessoas se testem pelo menos uma vez na vida no que diz respeito ao VIH (SIDA), às hepatites B e C e também à sífilis, porque os números estão a aumentar novamente”, frisou Cristina Valente.
A infeciologista salientou que os jovens, que estão no início das suas vidas, “devem fazer um teste precoce, essencial para garantir que as doenças não evoluam, chegando a fases avançadas, que podem ser evitadas com intervenção atempada”.
Todas as pessoas devem fazer o teste por poderem estar infetadas e nunca terem dado conta, muitas vezes por comportamentos de risco na adolescência”, referiu.

