ULS de Coimbra nega privatização do hospital de Cantanhede
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A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra negou, ontem, as acusações do presidente da concelhia do Partido Socialista (PS) de Cantanhede, Sérgio Negrão, de um possível “processo de privatização encapotada” do Hospital Arcebispo João Crisóstomo (HAJC).
O líder concelhio do PS afirma que a decisão de implementar, no HAJC, um Centro de Atendimento Clínico com um médico e um enfermeiro, “contratados pela Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede (SCMC) em articulação com a ULS de Coimbra”, pode levar a que o hospital entre num processo de privatização.
Segundo Sérgio Negrão, esta resposta de saúde terá um horário de funcionamento das 18H00 às 22H00 para as pulseiras verdes e azuis e será “recompensada à peça”.
“É inacreditável como tudo parece que está a ser feito pela calada da noite! O que, por si só, aumenta a probabilidade de se tratar de um processo de privatização encapotada de serviços de saúde no concelho”, afirma Sérgio Negrão.
ULS nega qualquer alteração
Numa nota de defesa, a ULS de Coimbra deixou a garantia de que “não há qualquer intenção de cedência, privatização ou alteração do modelo de gestão desta unidade hospitalar. Qualquer afirmação ou especulação em sentido contrário é completamente infundada e desprovida de verdade”. O conselho de Administração da ULS de Coimbra refere que este Centro de Atendimento Clínico tem “o objetivo de garantir o atendimento de doentes agudos em proximidade, atendendo a uma necessidade antiga da população de Cantanhede. Este serviço será ativado através da Linha SNS 24, assegurando acesso rápido, eficiente e articulado com o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
A ULS de Coimbra diz manter-se “empenhada em assegurar que o HAJC continue a ser um pilar essencial da rede pública de cuidados de saúde”.
Autarquia fala em “argumentos falsos”
Num comunicado enviado ao DIÁRIO AS BEIRAS, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, defende que a criação desta resposta “visa melhorar os cuidados que o SNS presta à população” e “vê cumprida uma reivindicação antiga”, após Sérgio Negrão ter dito que “a presidente da câmara terá que concordar que um médico e um enfermeiro não será de todo a solução que todas as forças partidárias do concelho almejaram”.
Pode ler a notícia completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS (22/11/2024)
