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Proteção Civil da Região de Coimbra reforça alerta face ao aumento dos caudais dos rios Mondego, Ceira, Alva e Arunca

27 de janeiro de 2026 às 13 h04
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Face às previsões meteorológicas e hidrológicas para o território da Região de Coimbra nas próximas horas/dias, a Proteção Civil da Região de Coimbra emitiu hoje um comunicado, reforçando o apelo à população para que adote medidas preventivas face ao risco de cheias.

No documento enviado ao DIÁRIO AS BEIRAS, a Proteção Civil relembra “o aumento dos caudais dos rios da bacia hidrográfica do Mondego. Acresce a esta elevada probabilidade de eventos de cheias e inundações, já divulgado, um evento extremo de vento, cujo trajeto apresenta elevado grau de incerteza no seu ponto de entrada, mas que terá maior impacte entre as 03h00 e as 6h00 da próxima madrugada com rajadas que poderão atingir valores superiores a 120Km/h”.

Mantêm-se a vigilância ativa na bacia hidrográfica do Rio Mondego, em particular nos rios Alva, Ceira e Arunca, onde a precipitação tem potenciado um aumento significativo dos caudais. Mantendo-se a previsão da situação atual com o agravamento das condições extremas de vento, de acordo com o IPMA, devem ser adotadas as medidas cautelares preventivas de antecipação nas zonas historicamente vulneráveis a cheias e inundações como Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho e no litoral face ao vento em particular nos concelhos da Figueira da Foz, Cantanhede e Mira. Efeitos observados

De realçar apenas, e até ao momento, o aumento do caudal do rio Mondego na ponte na Açude de Coimbra, 817 m3 /s, às 12h00, e os primeiros impactos nas zonas mais baixas do Ceira e Mondego.

Efeitos expectáveis

A situação meteorológica atual, baseada nas previsões disponíveis, pode originar:

  • A ocorrência de inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, sobretudo em áreas historicamente vulneráveis ao longo do Rio Mondego e dos seus afluentes Ceira, Alva e Arunca, causadas pela acumulação de águas pluviais e eventual obstrução dos sistemas de drenagem;
  • A ocorrência de cheias rápidas nos rios Ceira e Arunca.
  • Cheias progressivas no leito do Rio Mondego, com possível transbordo em zonas baixas;
  • Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros), motivados pela infiltração da água no solo;
  • O arrastamento de estruturas e objetos soltos para as vias rodoviárias ou o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, motivadas pelo vento forte; • Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água.
  • É expectável, nas próximas horas, a manutenção de caudais elevados no Rio Mondego e nos rios Ceira, Alva e Arunca.

Medidas preventivas

Face ao quadro meteorológico previsto e à manutenção de caudais elevados, recomenda-se à população:

  • A retirada, das zonas confinantes ao Rio Mondego, Ceira, Alva e Arunca, normalmente inundáveis, de equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens, colocando-os em locais seguros;
  • A salvaguarda dos animais, retirando-os de zonas suscetíveis a inundação; • Não atravessar, a pé ou com viaturas, estradas, linhas de água ou zonas submersas;
  • Não atravessar e/ou utilizar pontes nos períodos de maior intensidade de vento extremo;
  • Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, historicamente sujeitos a cheias rápidas;
  • Manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social e dos Agentes de Proteção Civil, seguindo rigorosamente as recomendações emitidas.

O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a APA, IP, Serviços Municipais de Proteção Civil e Agentes de Proteção Civil, continuará a acompanhar a situação e atualizará a informação quando necessário

Autoria de:

redação Diário as Beiras

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