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Opinião: “Médio Oriente”

26 de setembro de 2025 às 13 h27
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Há cerca de 30 países que não reconhecem o Estado de Israel, entre os quais o Irão, o Paquistão, a Indonésia, a Arábia Saudita, a Tunísia e o Qatar. Todos Estados-membros da ONU. E há quem explicitamente defenda a destruição de Israel, como por exemplo o Irão, que ainda por cima financia e fornece armas a grupos como o Hezbollah, do Líbano, e o Hamas, que de Gaza quer “libertar” a Palestina pela força das armas. Também há os Houthi, do Iémen, que até usam um lema que inclui “morte a Israel”, e várias milícias armadas no Iraque e na Síria.

Há dias, a Palestina foi reconhecida por 10 Estados ocidentais, entre os quais Portugal. Este reconhecimento dificilmente será, neste momento, uma porta aberta para a paz. Desde logo porque só se fala do reconhecimento da Palestina e não das condições enunciadas como premissas desse reconhecimento. Uma das condições é que os tais cerca de 30 Estados passem a reconhecer Israel e dêem garantias de segurança, o que nenhum ainda fez. Também pouco ou nada se ouve da condenação dos actos terroristas do Hamas e o seu efectivo desarmamento. Também foi exigida a libertação dos reféns, mortos ou vivos, que estão há quase 750 dias prisioneiros do Hamas. Tudo condições que têm de ser preenchidas para que haja o reconhecimento de uma Palestina desmilitarizada. Seria óptimo que rapidamente o fossem. Mas duvido.

Duvido porque do que mais se fala é do “genocídio”, algo que só pode ser atribuído a quem intencionalmente pratique actos que visam destruir um grupo nacional, uma etnia, uma raça ou religião. Ora, quem pratica genocídio é quem expressamente pretende a destruição de Israel, que foi invadida em 7 de Outubro de 2023, um acto terrorista que ceifou a vida a quase 1200 pessoas. Contudo, é Israel que tem vindo a ser acusada de “genocídio”, agora também pela Assembleia Municipal de Coimbra, imagine-se!

Israel está em guerra. Em todas as guerras há vítimas. Genocídio não é fazer a guerra, senão todos os países que estão em guerra seriam genocidas. Por exemplo, durante o Holocausto, os judeus não foram vítimas da guerra. Foram perseguidos para serem mortos. Também o Hamas não declarou guerra no dia 7 de Outubro de 2023. Simplesmente quis matar o maior número de israelitas possível. E não vão ser declarações, reconhecimentos ou ataques moralistas que vão retirar a legitimidade da defesa de Israel, nem infelizmente dos que sofrem com a guerra. O caminho da paz tem de ser partilhado. Relembrar a Resolução 181 da Assembleia Geral da ONU, que pretendia a criação de 2 Estados, um judeu e um árabe, na altura ( 1947 ) rejeitada pelos estados árabes pode ser um caminho a retomar. Tal como os mais recentes Acordos de Abraão ( 2020 ), que conseguiram normalizar bilateralmente as relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e Barém.

Autoria de:

Redação Diário As Beiras

1 Comentário

  1. A Académica diz:

    Sempre que pensamos haver alguém com uma conversa melhor ancorada em argumentário sólido, eis que constatamos que nos iludimos, pois não é a razão que ocupa os dias destes mortais, mas o interesse, o nicho político, para os quais tem valor de nicho de sobrevivência e de uma qualquer mais valia de nível de concreticidade quase aviltante para um cérebro que existe para ser funcionante… A identificação de falácias lógicas deveria fazer parte da competência de alguém que estuda Direito, mas parece não constituir competência que agrade ao cardápio de degustação dos seus instrumentistas por nem sempre se encontrar a gosto das suas necessidades…

    https://www.youtube.com/live/j5s_trEBcbU?feature=shared

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