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Opinião: A não esquecer nunca

30 de janeiro de 2026 às 12 h02
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Desde 2005 que, todos anos, se assinala o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. O dia escolhido foi 27 de Janeiro, data que marca a libertação de Auschwitz-Birkenau. Com suporte na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Assembleia-geral da ONU adoptou uma resolução no dia 1 de Novembro 2005 a instituir este marco, salientando-se que tal resolução rejeita qualquer tipo de negação da existência do Holocausto e encoraja os estados-membros a preservarem activamente os locais que os nazis utilizaram para a “Solução Final” (centros de extermínio, campos de concentração e prisões). No fundo, e subjacente, a Resolução condena todas as formas de “intolerância religiosa, incitação, perseguição, ou violência contra pessoas ou comunidades baseadas em sua origem étnica ou crença religiosa” por todo o mundo.
Não nos podemos esquecer nunca do genocídio em massa de seis milhões de judeus pelos nazis e respectivos colaboracionistas. Foi, sem sombra de dúvidas, um dos maiores crimes contra a Humanidade de que há memória e que o recente filme “Nuremberga”, protagonizado por Russel Crowe e Rami Malek (ainda em exibição nas salas de cinema) consegue fazer sobressair a “face do mal”. Este ano, o tema é «Memória do Holocausto pela dignidade e os direitos humanos». A memória dignifica as vítimas e os sobreviventes do Holocausto. Mantém vivas as memórias das comunidades, tradições e entes queridos que os nazis procuraram apagar. O Holocausto alerta-nos para as consequências mortais do antissemitismo e do ódio, da desumanização e da apatia, se não forem combatidos.
O Parlamento Europeu associou-se à iniciativa com uma sessão solene onde discursou Tatiana Bucci, sobrevivente do Holocausto. O nosso Presidente da República também fez questão de assinalar a data, comunicando a importância fundamental de que se reveste a preservação da memória de todos aqueles que foram vítimas do extermínio executado pelo regime nazi, crimes que qualificou de indizíveis e perpetrados por uma pretensa ideologia duma raça pura. Marcelo Rebelo de Sousa assumiu a responsabilidade moral colectiva em reafirmar, sem equívocos, os valores universais da Humanidade contra o esquecimento e a indiferença. Apelou, por fim, à promoção da educação, do diálogo e do nosso vínculo comum à verdade histórica como única forma possível para impedir a repetição das atrocidades que o dia 27 de Janeiro anualmente assinala.

Pode ler a opinião de Paulo Almeida na edição impressa e digital de hoje (30/01/2026) do DIÁRIO AS BEIRAS

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