Mortágua

Olhos que não veem, cães que sentem e guiam

22 de novembro de 2025 às 11 h33
DB - Pedro Ramos

Hippie, Iron, Hukita, Isla ou Joey, “todos os anos é uma letra diferente. Está relacionado com o ano de nascimento, em 2025 é a letra J”, esclarece Mafalda Vicente, presidente da direção e gestora de projetos da Escola de Cães-Guia para Cegos-Mortágua, a única, em Portugal, a formar cães com o intuito de serem muito mais que o “melhor amigo” de um cego.

Integrada na Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual (ABAAADV), a escola, instalada em Chão de Vento, localidade do município de Mortágua, mudou o paradigma da “independência” da pessoa invisual no nosso país.

Tudo começou em 1999. A Camila, o primeiro cão-guia educado em Portugal, foi entregue a Augusto Horta, primeiro cego português a receber um “companheiro” guia de quatro patas. Os dois mostraram que a caminhada pela autonomia e integração da pessoa cega podia ter uma nova, e ampliada, realidade.

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