Coimbra

Nuno Faria assume curadoria do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra

27 de abril de 2026 às 15 h58
Curadoria foi hoje revelada | Fotografia: CMC

O diretor do Museu da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, Nuno Faria, vai assumir a coordenação da curadoria do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra (CACC), numa parceria entre município e aquela fundação.

Nuno Faria, que já passou pelo Museu da Cidade, no Porto, e pelo Cento Internacional das Artes José de Guimarães, em Guimarães, vai assumir a coordenação da curadoria do CACC até outubro de 2027, num programa que resulta de uma parceria entre a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva e a Câmara de Coimbra, foi hoje anunciado em conferência de imprensa.

A coordenação é assumida no âmbito de uma colaboração entre aquela fundação, com museu sediado em Lisboa, e a equipa do município de Coimbra, depois de o CACC ter sido liderado durante cerca de seis anos por José Maçãs de Carvalho, a quem a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, agradeceu “a qualidade e a consistência do trabalho curatorial desenvolvido”.

 

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Para a autarca, esta parceria e nova curadoria do CACC, que tem uma parte da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), representa uma “renovação conceptual e relacional” do espaço.

A primeira exposição que resulta desta parceria irá ser inaugurada a 30 de maio, contando com obras do CACE, da coleção do município assim como do espólio da fundação e de coleções particulares da região.

“Constata-se que parte significativa das obras que integram a reserva do CACC, nomeadamente as de maior relevância, foi já amplamente apresentada em anteriores ciclos expositivos, o que evidencia a necessidade de diversificar conteúdos, introduzir novos enquadramentos curatoriais e envolver diferentes coleções, artistas e contextos”, disse Ana Abrunhosa.

Esta nova parceria resulta de uma aquisição de serviços do município de cerca de 20 mil euros (mais IVA) à Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, que inclui, além da programação, a possibilidade de estágios e residências artísticas.

“Nuno Faria é uma figura de reconhecido mérito no domínio da arte contemporânea, com um percurso sólido enquanto curador, investigador e programador cultural, sendo amplamente reconhecido pela sua abordagem crítica, pela capacidade de estabelecer diálogos entre coleções históricas e práticas artísticas contemporâneas e pela sua experiência em projetos de cooperação institucional de âmbito nacional e internacional”, frisou a presidente da Câmara de Coimbra.

O programa curatorial irá contar com um ciclo de quatro exposições, até outubro de 2027, estando também pensadas atividades na área da investigação e mediação culturais, formação avançada e contacto direto entre artistas, investigadores e públicos.

Nuno Faria, também presente na conferência de imprensa, considerou que esta parceria resulta de “interesses comuns”, num “projeto coletivo” e que inclui as duas equipas – a da fundação e a do município.

Para o novo responsável da curadoria do CACC, esta parceria “original e surpreendente” foi firmada para que “servisse ambas” as instituições.

“A ideia é não ter ideias. É trabalhar com obras e com espólios”, disse, apontando como exemplo para a primeira exposição que será realizada, em que se irá trabalhar sobre a “ideia de montagem, que será hiperbolizada” e em que se pretende pôr a par “coisas que talvez não tenham sido feitas para se encontrar”.

Coimbra, na sua perspetiva, “tem – mais do que nunca – uma situação de grande riqueza na programação da arte contemporânea”, que já está na sua “memória genética desde os anos 50 e 60”,

Além de obras de Arpad Szenes e de Maria Helena Vieira da Silva, a fundação detém também obras de artistas portugueses com quem se cruzaram, assim como de pares internacionais, disse.

Segundo Nuno Faria, toda a equipa da fundação “está convocada para este projeto – quer a equipa da parte curatorial, quer a da conservação”.

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