Condeixa-a-Nova

Museu Nacional de Conímbriga perdeu visitantes por “falta de conforto e obras”

05 de maio de 2026 às 13 h49
Intervenções no espaço cultural previstas para os próximos dois anos | Fotografia: DR

“Os índices de conforto na ruína e no Museu Nacional de Conímbriga não estão atualizados”. Estas foram as palavras do diretor do Museu Nacional de Conimbriga, Vítor Dias, depois dos recentes dados dos Museus e Monumentos de Portugal que apontavam uma descida considerável no número de visitantes neste espaço museológico do concelho de Condeixa-a-Nova.

De relembrar que o Museu Nacional de Conímbriga, foi um dos museus nacionais que perdeu mais visitantes de 2024 para 2025. O espaço cultural tinha recebido 135.688 visitantes em 2024 e, no ano passado, apenas recebeu a visita de 86.590 pessoas. A quebra é de praticamente 50 mil visitantes.

“O Museu não tem investimento estruturado desde 1985. Mesmo assim continuamos a ter números surpreendentes de visitantes. Nos últimos quatro anos fomos o Museu mais visitado a Norte de Lisboa e continuamos a ser o Museu mais visitado a Norte de Peniche”, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS Vítor Dias.

O responsável realça que nos próximos dois anos irão existir algumas intervenções no âmbito do PRR que certamente serão importantes para aquele espaço.

“Acreditamos que com as obras que temos projetadas, esse número de visitantes possa ser amenizado nos próximos dois anos. Portanto, temos a possibilidade de executar algumas obras PRR, que espero que aconteçam, e que estão em tramitação, nesta boa parceria que existe entre a Museu dos Monumentos, o próprio Museu de Conímbriga, o PCIP e a autarquia”, disse.

Para além do PRR, Vítor Dias, acrescenta que “o Museu terá a possibilidade de ter um mecenato cultural que vai permitir a construção de novas redações, nova iluminação e melhoria da acessibilidade física e intelectual na ruína, com sombras e também com um mobiliário urbano novo”.

“Acredito que isso pode ser executado, não garantidamente este ano, mas no próximo ano, e que isso possa servir para inverter este ano, que foi menos bom”, concluiu.

| Mais informações na edição de amanhã do DIÁRIO AS BEIRAS

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