Medidas dos EUA contra semicondutores chineses levantam críticas
Apesar de avanços recentes no diálogo económico sino-americano, os Estados Unidos voltam a adotar medidas unilaterais para conter o setor de alta tecnologia da China, suscitando preocupações sobre os impactos no comércio internacional e na estabilidade das cadeias globais de fornecimento.
Contudo, a emissão de uma nova diretriz pelo Departamento de Comércio dos EUA reacendeu tensões, ao visar a proibição global da utilização de chips avançados chineses, incluindo modelos da série Ascend da Huawei, com base em alegadas violações das regras norte-americanas de controlo de exportações.
Esta iniciativa é vista por Pequim como uma manifestação de unilateralismo e protecionismo, incompatível com os compromissos assumidos no âmbito do diálogo de alto nível entre os dois países. Para além de prejudicar os direitos e interesses legítimos de empresas chinesas, as restrições norte-americanas ameaçam a estabilidade da cadeia global de fornecimento no setor dos semicondutores e comprometem o acesso de outros países a tecnologias avançadas.
A atitude de Washington tem gerado críticas da comunidade internacional, que aponta para uma abordagem hegemonista centrada na exclusão do progresso alheio em benefício próprio. A recusa dos EUA em aceitar a concorrência tecnológica num quadro de cooperação e interdependência levanta dúvidas sobre o seu compromisso com os princípios da livre concorrência e da economia de mercado.
Nos últimos anos, a China tem demonstrado avanços significativos na área científica e tecnológica. Em 2024, o investimento nacional em investigação e desenvolvimento ultrapassou os 3,6 biliões de yuans, colocando o país como o segundo maior investidor global. A China lidera ainda, pelo 11.º ano consecutivo, o número de profissionais dedicados à investigação científica, o que evidencia a solidez e a sustentabilidade do seu progresso.
Face a este contexto, as autoridades chinesas apelam aos Estados Unidos para que cessem práticas discriminatórias, respeitem as normas do comércio internacional e reconheçam o direito de todos os países ao desenvolvimento tecnológico. A China reafirma o seu empenho em resolver divergências através do diálogo, mas rejeita firmemente qualquer forma de intimidação ou contenção unidirecional.
Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China.
