Lousã: Escola Nacional de Bombeiros tem seis novos veículos para potenciar formação
DB/Foto de Pedro Ramos
A Escola Nacional de Bombeiros (ENB), que está instalada no Aeródromo Municipal da Lousã, recebeu ontem seis novas viaturas que pretendem melhorar as condições de formação dos operacionais.
Numa aquisição financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do Programa MAIS Floresta, as seis viaturas, que tiveram um custo que ronda os 442 mil euros, “são imprescindíveis para garantir a execução dos diferentes exercícios no terreno”, recordou o presidente da ENB, Lídio Lopes, sendo, também, “fundamentais para garantir a formação”.
Na liderança da ENB há cerca de quatro meses, Lídio Lopes relembrou que um dos objetivos passa por ter, “em todas as corporações do país, a marca da formação da ENB”.
O presidente da escola, que para além da Lousã tem centros de formação em São João da Madeira e Sintra, deixou a garantia:
“As viaturas podem entrar ao serviço do sistema”. “Em 39 espaços pelo país temos uma Unidade Local de Formação. Beja está a caminho”, confidenciou.
Pedidos da Liga dos Bombeiros
“A ENB é uma escola de todos os bombeiros”. Foi desta forma que o presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, abriu a sua intervenção. Após ter entregado ao presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes, uma medalha de reconhecimento,
António Nunes deixou alguns “recados” à tutela. “O Estado empurrou a escola para ser mais uma escola comunitária do que uma escola de bombeiros. Deixámos desvirtuar a essência da ENB”, considerou.
“Precisamos de ter uma escola adequada e capacitada. Uma academia superior de bombeiros é algo essencial”, referiu.
“A renovação das viaturas diz respeito a todos os bombeiros. Entraram 81 viaturas nas corporações, mais estas seis na ENB, mas ainda faltam entrar mais viaturas”, reiterou o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Duarte da Costa.
O presidente da AENPC considerou que a escola tem um papel “importantíssimo” e também defendeu que uma “escola de formação superior é muito importante”.
“A solução do mundo geral dos bombeiros terá que passar pela reestruturação da carreira, a começar pela formação”, garantiu.
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