Coimbra

Graciano Paulo desafia reitor a iniciar união entre UC e IPC

18 de março de 2026 às 09 h30
Arquivo - Ana Catarina Ferreira

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC) celebra, hoje, a partir da 14H15, o 46.º aniversário. O presidente da escola, Graciano Paulo, desafia o reitor da Universidade de Coimbra (UC) a, juntamente com o Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), iniciar o processo de união

Quais os destaques do programa do 46.º aniversário da ESTeSC?
O aniversário é sempre um dia de festa. Vamos prestar homenagem a individualidades que contribuíram para a afirmação e desenvolvimento da escola. Vamos homenagear o chairman da IGHS, José Alexandre Cunha, pelo papel que teve na visibilidade internacional da nossa escola. Permitiu que a ESTeSC conseguisse obter uma parceria muito proveitosa com o Hospital Internacional Omã, onde a escola tem uma participação na adaptação de serviços na formação avançada e também na mobilidade de recém-licenciados. Vamos fazer um reconhecimento público ao antigo presidente da União de Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, Jorge Veloso, que foi preponderante para a nossa escola. É um homem que, enquanto presidente da junta de freguesia, à distância de um telefonema, nos ajudava a resolver problemas diários. Temos a obrigação, enquanto escola, de fazer esse agradecimento público. Vamos entregar também os Prémios L@bYRA – Young Research Award. Os vencedores já sabem que conquistaram o prémio, só não sabem quem é que ficou em primeiro, segundo e terceiro. Será anunciado na cerimónia. Pelo segundo ano consecutivo, vamos entregar o Prémio Embaixador ESTeSC. Este ano, vamos entregar a duas empresas: à Widex Portugal, um dos maiores empregadores dos nossos licenciados em audiologia, e à Vivisol, uma empresa na área dos cuidados respiratórios domiciliários, também uma grande empregadora dos nossos jovens licenciados em fisiologia clinica.

Que mensagem vai deixar no dia da escola?
Vou focar-me nos problemas do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e nas suas implicações. Vou centrar-me naquilo que o país tem que fazer se quiser ser atrativo para os nossos jovens. O SNS está sobre enorme pressão, devido à fuga dos profissionais, com um problema estrutural à cabeça, que são as carreiras. As carreiras impossibilitam qualquer modelo de reconhecimento do mérito. Muitos dos nossos jovens emigram, vão trabalhar para fora, para outros países, nomeadamente da União Europeia, mas se um jovem quiser regressar, depara-se com um sistema em que ele, para entrar no SNS, tem que entrar na base da carreira. Todo o mérito, toda a experiência, toda a qualidade daquilo que obteve lá fora vale zero para o SNS. Ou o país muda rapidamente de paradigma, e coloca o mérito no centro da evolução de uma profissão, ou então, nenhum jovem vai querer voltar, depois de obter competência e de ser reconhecido, para vir para um país onde ninguém o reconhece.

Qual é o ponto de situação do processo para atribuição de doutoramentos?
Neste momento, temos já um plano de ação, juntamente com a nossa congénere de Lisboa e Porto. Temos já agendado, para o final de março, uma reunião, em conjunto, para definirmos uma estratégia para a criação de investigação na nossa escola, com vista à obtenção de um grau de doutoramento nas nossas áreas. Até o final do mês, teremos novidades.

Ler entrevista completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS 

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