Governo quer que ‘metrobus’ em Coimbra sirva de exemplo para outras cidades
O Governo quer que o sistema de ‘metrobus’ em Coimbra possa servir de exemplo e “contaminar positivamente” outras cidades do país, afirmou hoje o ministro das Infraestruturas e Habitação.
O Governo acredita que o Sistema de Mobilidade do Mondego “possa servir como exemplo para contaminar positivamente outros sistemas de mobilidade que estão a ser desenhados”, afirmou Miguel Pinto Luz, que marcou hoje presença no arranque da operação do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que começa de forma preliminar em Coimbra, num troço de cinco quilómetros de um total de 42.
O sistema, apelidado de ‘metrobus’, consiste em autocarros elétricos articulados que circulam em via dedicada, que servem Coimbra e asseguram também a ligação a Miranda do Corvo e Lousã, que ficaram há mais de 20 anos sem ligação ferroviária à capital de distrito.
Para o ministro, o sistema que designa como “Metro do Mondego” será “uma mudança radical na vida destas três cidades [Miranda do Corvo e Lousã são vilas]” e poderá ter um efeito de contaminação noutros polos urbanos do país.
“A alta velocidade Porto-Lisboa não faz sentido se nós não pudermos fazer o mesmo [sistema de mobilidade] em Leiria-Barosa, não pudermos fazer o mesmo em Aveiro, não pudermos fazer isto em Gaia e na Campanhã, que já estamos a fazer através do Metro do Porto”, vincou.
Miguel Pinto Luz apontou também para o caso da futura estação de Braga, no âmbito da ligação ferroviária entre Porto e Vigo (Espanha), acreditando que também ali possam ser desenhados sistemas de ‘metrobus’ à volta daquela estação, que alimentem não apenas Braga, mas também Barcelos, Famalicão e Guimarães.
“Coimbra está à frente do tempo, está a liderar e a marcar aquilo que será a tendência de mobilidade para as próximas décadas em Portugal”, vincou o ministro, que falava aos jornalistas ao lado do presidente da Câmara, José Manuel Silva, que se recandidata numa coligação que integra PSD e CDS-PP.
Durante a sua intervenção, deixou ainda um elogio ao município e aos seus serviços, considerando que houve uma relação “absolutamente simbiótica” entre a autarquia e as Infraestruturas de Portugal que permitiu “desenhar a cidade”.
“Agora a convocatória que se faz a Coimbra é que se possa, à volta desta linha, desenhar e densificar cidade. Hoje, passámos ali por algumas praças que estão absolutamente renovadas e é esse renovar de cidade, densificar cidade, dar mais cidade aos cidadãos que faz parte de uma visão de mobilidade integrada que é aquela que o Governo defende”, salientou.
Além dos cinco quilómetros que arrancam agora de forma preliminar, é esperado que até ao final do ano esteja a funcionar o serviço entre a Portagem e Serpins (Lousã).
Em 2026, é expectável que possa estar a funcionar a operação entre Portagem e Coimbra-B, assim como a linha do hospital, no centro da cidade, empreitada com vários trechos ainda por concluir.
O projeto do SMM implicou o fecho do ramal ferroviário da Lousã e conheceu vários atrasos, alterações e suspensões ao longo de mais de 30 anos, tendo sido parado, já depois de terem sido removidos os carris em 2010.
O SMM foi retomado em 2017 pelo Governo liderado por António Costa, que reformulou o projeto, mantendo o traçado e substituindo o metropolitano de superfície pelos autocarros elétricos articulados.

Tanta critica destrutiva!!!!!!
Afinal vale a pena ser visionario.
É bom que não sirva de exemplo porque, se assim for, teremos que esperar mais 30 anos pelo próximo metrobus
Mas estamos a falar de Autocarros.. Mas que sistema inovador é este? Oararam a cidade por 4 anos para substituir uns autocarros por outros..
Já temos autocarros eléctricos há 70 anos ou mais (trolleys e eléctricos, feitos e desenvolvidos em Portugal pela Antiga EFACEC)..
Wie revolução é esta que parece mais que andaram a esbanjar milhares de milhoes pata ficar tudo o mesmo..
Sabe-se é torrar uma pipa de massa para ficar tudo igual.
Outra ECOvazia..
Afinal o António Costa e o Manuel Machado, estiveram bem, pois com muitos boicotes que existiram ao longo dos 20 anos, Conseguiram lançar a Empreitada. Pena foi o actual Executivo, não os ter tido no sítio, pois tinham obrigação de de defender Coimbra e deixaram andar. Chegou ao cúmulo de ser a Eng Ana Bastos, a fazer o papel de transmissora das más Notícias e a justificar os brutais Atrasos, que a obra teve e continua a ter, em vez de bater o pé.E o que dizer da satisfação do Presidente.
Além do que falta fazer, estão satisfeitos e não falam nos prolongamentos essenciais,nomeadamente para os Covões, Parque Tecnológico e Cernache e para Eiras e zonas circundantes. Tanto professor doutor e nada.