Faleceu o arquiteto de Coimbra, Vasco Cunha
No início da sua carreira, em 1961, integrou a Federação de Caixas de Previdência, contribuindo para a resolução da grande carência de habitação daquela época
Faleceu ontem, em Coimbra, o arquiteto Vasco Cunha, com 91 anos. O seu estado de saúde vinha a degradar-se nos dois últimos anos.
Nascido em Angola em 1933, viveu grande parte da sua vida em Coimbra, onde se afirmou no exercício da sua atividade profissional, para além de intensa atividade cívica e social.
Era membro honorário da Ordem dos Arquitetos, com o n.º 318, tendo sido presidente do Conselho Fiscal. Já no fim da vida, foi alvo, em 2023, de uma homenagem conjunta do Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra (UC) e do Arquivo de Arquitetura da Universidade de Coimbra – a que doou o seu espólio profissional – a que se associou a Secção Regional da ordem dos Arquitetos. Nessa ocasião foi publicado o Mapa de Arquitetura – Obra de Vasco Cunha na Cidade de Coimbra, com a síntese do seu trabalho durante as décadas de 1060 e 1970.
No início da sua carreira, em 1961, integrou o organismo das Habitações Económicas – Federação de Caixas de Previdência, contribuindo para a resolução da grande carência de habitação daquela época. Mais tarde viria a colaborar, solidariamente, no projeto de construção da Casas dos Pobres, em Coimbra.
Com gabinete na cidade, coube-lhe a responsabilidade de – em fase de concurso – selecionar o projeto ganhador da futura Ponte Rainha Santa Isabel, também em Coimbra, tendo estado também na origem da instalação do curso de Arquitetura na UC, em 1988. Chegou a ser vereador da Câmara Municipal de Coimbra (pelo PSD, na oposição), bem como empresário agrícola na freguesia de S. Martinho de Árvore.
Foi aprovado, esta tarde, durante a reunião de câmara municipal, um voto de pesar pelo seu lalecimento.
O funeral realiza-se amanhã, dia 13 de maio, pelas 15H30, do Centro Funerário de Nossa Senhora de Lurdes para o jazigo de família, no cemitério da Conchada.
