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Do saber ao fazer… com sabedoria!

13 de novembro de 2025 às 11 h54
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A sociedade vai dando sinais de adesão ao “Quantum World”, tanto quanto demonstram a atribuição dos Prémios Nobel da Física de 2022 e 2025. O primeiro como prova e validação do célebre artigo sobre o “efeito fantasmagórico à distância” (Spooky action at distance) de 1935, da autoria de Einsten, Rose e Podolsky (EPR), mas também os experimentos de John Bell (1964) sobre a possibilidade matemática (desigualdade de Bell) da existência de entrelaçamentos quânticos e fenómenos não-locais, depois demonstrados pelos nobelizados Alain Aspect, John Clauser e Anton Zeilinger.

Mas se o PN Física 2022 oferece moral e elogio para as “Ciências da Informação Quântica”, o deste ano (2025), atribuído a três cientistas, John Clarke, Michel Devoret e John Martinis oferece uma visibilidade suprema para as “Ciências da Computação Quântica”, ao referenciar os trabalhos sobre supercondutores baseados em Junção de Josephson (também este um Nobel da Física em 1973), e que estão na origem da transposição do fenómeno da supercondução, desde o nível quântico aos domínios macro da realização prática de Qubits (os bits quânticos), necessários para construção dos dispositivos que compõe as Unidades de Processamento Quântico ( QPUs).

O célebre título “There is plenty of room at the bottom” de uma lição de 1959 por Richard Feynman (Nobel da Física em 1965) e também ele um dos inspiradores da Computação Quântica, é mais do que a profetização de um futuro dominado pela nanotecnologa e a manipulação de átomos individuais, para emergir como uma efetiva convergência de modelos de comportamento e de produção de novos sentidos (sensemaking).

Perante o Inspiracional de campos para lá do vácuo, até a IA e mesmo a Super IA, não passam de um breve apontamento na espiral evolucionária do Sapiens Sapiens. É que, em dimensões de Plank, a natureza é quântica e está muito para além dos algoritmos.

Os desafios estão lançados quando os setores mais criativos como a Arte Quântica, mas também a literatura, filosofia ou psicologia, ensaiam passos nos domínios do infinitamente pequeno com sentidos de razão, umas vezes lógica e outras mais inspiracional, abrindo-se e mostrando um mundo que aproxima ciência, engenharia e espiritualidade.

Desde sempre, quando a Ciência e a Arte se encontram, é chegada a hora da Prontidão, do “Quantum Readiness” pessoal, empresarial e institucional.

Disclaimer : No exato dia em que celebra 253 anos, uma palavra de apreço e gratidão para a FCTUC, a minha Faculdade e um eterno regresso. O desejo de que o estratégico e visionário Porta Aviões (FCTUC), apoiado por onze caças de alta tecnologia (os 11 departamentos) e vinte e seis lanchas rápidas de alto desempenho (os 26 centros de investigação), consigam ajudar a guiar uma Coimbra e um País de alta intensidade tecnológica para um Porto Quântico, com o desafio de realinhar reforçando, os caminhos do fazer ao saber … com sabedoria !

Autoria de:

Francisco Lavrador Pires

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