CP vai apresentar plano para recuperar edifício em ruínas na Figueira da Foz
Município já tinha alertado para a situação em março | Fotografia: Arquivo Jot'Alves
A empresa Comboios de Portugal (CP) vai apresentar à Câmara da Figueira da Foz, na próxima semana, um plano de intervenção no edifício em ruínas à entrada da cidade, disse hoje à agência Lusa o vereador João Martins.
“Disseram-nos que iam apresentar um plano de intervenção com prioridade para o telhado devido ao amianto e vamos ter de avaliar se esse plano vai de encontro às nossas pretensões da exigência e urgência da sua reabilitação”, referiu o autarca, no final da sessão camarária de hoje.
Numa reunião realizada esta semana, a CP comunicou ainda que no âmbito da revitalização da infraestrutura ferroviária não pretende perder aquele espaço no litoral do distrito de Coimbra, que está a ser programado para voltar a ser oficina, acrescentou João Martins.
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O vereador adiantou que, nesta primeira fase, o edifício tem de ser reabilitado, para depois a Câmara voltar a questionar a CP se pretende mesmo recuperar as antigas oficinas.
“Temos depois de ver se avançam ou se tem de ser a Câmara a pegar naquilo”, frisou o autarca, salientando que o município tinha interesse no edifício.
Em março, numa iniciativa fora do comum, a Câmara da Figueira da Foz alertou para o avançado estado de ruína dos edifícios da CP à entrada da cidade através da publicação de um anúncio publicitário num jornal diário regional.
Num texto que acompanha as imagens do anúncio publicitário, o município da Figueira da Foz considera que, “num contexto em que os particulares são frequentemente chamados a cumprir as regras rigorosas de conservação e reabilitação do edificado, a falta de ação da CP evidencia um exemplo negativo”.
“Para além das preocupações associadas à segurança e conservação do edifício, o caso assume especial significado pela sua localização estratégica, situado numa das principais portas de entrada da cidade”, lê-se na publicação.
Na altura, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, disse que a iniciativa pretendeu que os responsáveis da CP “acordassem de vez, antes de avançar para uma nova fase”, que, admitiu, poderia passar pela demolição coerciva do imóvel.

