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Figueira da Foz aprova proposta do Chega para dar prioridade a centros de dados

14 de maio de 2026 às 15 h00
A proposta foi aprovada, com sete votos a favor e duas abstenções (PS)) durante uma reunião de executivo

A Câmara da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, aprovou hoje uma proposta do Chega para assumir como prioridade estratégica o posicionamento do concelho como destino para investimentos em centros de dados.

O único vereador do Chega, Hugo Fresta, pretendia que a autarquia liderada por Pedro Santana Lopes (PSD/CDS-PP) constituísse um grupo de trabalho municipal, com a missão de elaborar, no prazo subsequente de 120 dias, um Dossier Técnico Preliminar de Prontidão Territorial do concelho.

A proposta foi aprovada, com sete votos a favor e duas abstenções (PS), mas sem a referência à criação de um grupo de trabalho, substituída por uma equipa multidisciplinar do município.

 

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O autarca do Chega salientou que o concelho da Figueira da Foz “apresenta um conjunto de elementos objetivos, de contexto público, cuja relevância para projetos desta natureza justifica uma avaliação municipal estruturada”.

A proposta de Hugo Fresta destacou a base industrial consolidada no corredor Lavos-Leirosa, onde se localizam unidades industriais de referência, associada a infraestrutura elétrica e de gás natural publicamente conhecida, localização costeira atlântica, com porto comercial, acessibilidade rodoviária (A14 e A17) e ligação ferroviária à Linha do Norte.

Acrescentou ainda a proximidade ao sistema científico e tecnológico da região Centro, com a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico de Coimbra, o Instituto Politécnico de Leiria e o Instituto Pedro Nunes.

“Estes elementos não constituem, por si, prova de aptidão para acolhimento de projetos concretos — essa aptidão depende de validação técnica específica a obter junto das entidades competentes, nomeadamente a REN, a E-Redes, a CCDR Centro e a Agência Portuguesa do Ambiente, I.P. —, mas justificam, no presente momento e em tempo útil, a abertura de um trabalho municipal consequente”.

O presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, frisou que a Figueira da Foz já está a trabalhar nesta área, com várias hipóteses de investimento em cima da mesa, considerando que a proposta do Chega é exequível “em certa medida” devido às dificuldades em ter áreas de terreno para energias renováveis.

“Estamos na vanguarda dessa matéria, até nos cursos de formação”, disse o autarca, que não concordou com a criação de um grupo de trabalho que, na sua opinião, “existem quando os executivos não são capazes”.

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