Coimbra: Obras suspensas na ponte do açude
DB/Foto de Pedro Ramos
Em longo e detalhado comunicado, a Câmara de Coimbra anuncia a suspensão das obras na ponte do açude e aproveita para rejeitar responsabilidades pela enorme confusão vivida nos últimos dias.
“Muitas são as acusações e comentários nos meios de comunicação social e redes sociais, questionando-se a responsabilidade e a atuação da câmara”, lê-se no documento.
Assim, o executivo autárquico começa por deixar claro que as obras na ponte do açude e no troço de via rápida, entre a Cruz de Morouços e a rotunda do Hotel Dom Luís, são da “inteira e única responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP)”.
Em ambos os casos, a câmara pressupõe que, para definir o período de obras, a IP tivesse tido em conta a “coincidência com o período de pausa letiva”.
Em linha com a vereadora da mobilidade, Ana Bastos, a nota sublinha que é neste período que se regista uma “redução considerável dos níveis de tráfego na cidade”.
Ainda assim, a câmara enfatiza que só soube das duas intervenções pela leitura de mensagens eletrónicas, oriundas da Gestão Regional de Viseu e Coimbra da IP:
– a primeira, datada de 17 de junho, informa que a repavimentação da variante de Banhos Secos começaria a 23 de junho, com duração estimada de mês e meio;
– a segunda, com data de 17 de julho, dava conta de que a manutenção de pavimentos e das juntas de dilatação da ponte do açude tinha início previsto para 23 de julho, durando até meio do mês de agosto.
Infeliz coincidência
Segundo a autarquia, “houve a infeliz coincidência de, de forma autónoma e independente”, um serviço diferente da IP (direção central, de Lisboa), ter conjugado interesses com a Metro Mondego e a câmara para o corte integral da Ponte de Santa Clara.
Aqui, a autarquia admite que se equivocou: “Era expectável que, face à redução drástica do tráfego na época do verão, designadamente na Ponte de Santa Clara, mesmo o efeito cumulativo dos condicionamentos nas duas pontes não tivesse um impacte significativo, o que não se verificou”.
E vai mais longe, ao admitir ter sido apanhada de surpresa com outro dado: “Os níveis de tráfego registados no IC2 durante a semana surpreenderam tudo e todos”.
Depois, a nota detalha que os dados do tráfego médio diário anual, no IC2, em Coimbra, “mostram que no verão é cerca de 6% superior ao do dia normal”. Em termos quantitativos, os volumes de tráfego atingem “cerca de 50 mil veículos por dia” – valores “confirmados por contagens recentes realizadas no âmbito do estudo de tráfego aplicado ao Plano de Pormenor da Estação Intermodal de Coimbra”.
Pode ler a notícia completa na edição impressa e digital do dia 29/07/2024 do DIÁRIO AS BEIRAS
