Coimbra avança com projeto para instalar Centro de Arte na antiga Manutenção Militar
Revelação foi feita pela presidente da Câmara Ana Abrunhosa na conferência de imprensa de apresentação da bienal Anozero | Fotografia: Bienal Anozero
A Câmara de Coimbra vai contrair um empréstimo no qual estará reservado um milhão de euros para avançar com a instalação do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra (CACC) na antiga Manutenção Militar, foi hoje anunciado.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN), afirmou hoje que o município irá avançar com a contração de um empréstimo, em que está prevista a requalificação e adaptação do edifício da antiga Manutenção Militar, na rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes, para acolher o CACC, que funciona provisoriamente desde a sua inauguração num edifício municipal junto ao Arco da Almedina.
A autarca revelou a intenção durante a conferência de imprensa de apresentação da bienal Anozero, recordando que aquele edifício era o espaço inicialmente pensado para o CACC, considerando que poderá surgir um “espaço com dignidade” para acolher o Coleção de Arte Contemporânea do Estado.
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Quando a coleção do Estado (com origem nas 196 obras do BPN) veio para Coimbra, ficou previsto que viria a ser depois instalado na antiga Manutenção Militar, ainda no executivo liderado por Manuel Machado (PS), em 2020.
O anterior executivo, presidido por José Manuel Silva (numa coligação liderada pelo PSD), optou por avançar com um anteprojeto para reformulação de todo o quarteirão da Manutenção Militar, que implicaria também a transformação da escola Jaime Cortesão numa escola artística, mas que não chegou a ser materializado.
Em declarações à agência Lusa no final da conferência de imprensa da bienal, a vereadora da cultura Margarida Mendes Silva explicou que o executivo procura agora regressar à solução inicial, “com alguns ajustamentos que ainda estão a ser estudados”.
“Temos de ter os pés assentes na terra e perceber quais são as nossas capacidades e possibilidades”, aclarou, salientando, porém que no futuro, caso haja possibilidade e recursos de retomar o projeto que envolva todo o quarteirão, o executivo terá todo o interesse – “mas tudo isso é para um futuro longínquo”.
Sobre quando é que o CACC se poderá mudar para a Manutenção Militar, Margarida Mendes Silva referiu que o plano ainda está a ser ultimado, sendo prematuro apontar uma data.
Durante a conferência de imprensa da bienal, que é inaugurada no sábado e que se estende até 05 de julho, Ana Abrunhosa salientou a importância da cooperação entre instituições (município, Universidade de Coimbra e Círculo de Artes Plásticas de Coimbra) na criação da Anozero, considerando que é preciso fomentar o trabalho em rede.
Também para a bienal, a autarca considerou que deveria ser “cada vez mais um projeto da região”, tal como já está previsto que aconteça na edição conjunta de 2028 com a bienal nómada Manifesta.

