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AFFDD (Associação das Famílias Financiadoras do Desporto em Portugal )

20 de março de 2026 às 09 h00

Ficarão admirados com o título. Vou descodificar. Mas, entretanto, vamos aos entretantos!
Todos os cidadãos pagam vários impostos. É assim que funciona a economia, uma das formas de sobrevivência dos países para que se façam investimentos vários, nomeadamente, na saúde, na educação, na justiça, na defesa, mas também no financiamento das autarquias locais. Estas, cobram também a “derrama”, imposto até 1,5% sobre o lucro das empresas e várias taxas.
Os principais impostos pagos pelo comum cidadão, IRS, IVA – o mais cego de todos os impostos! – o IMI, o IMT, o IUC, o ISV, o Imposto de Selo e os impostos Especiais de consumo, que incidem sobre os combustíveis – ISP – e IABA sobre tabaco e bebidas alcoólicas.
Não sei se haverá por aí mais uns impostos escondidos, mas o mais natural é que haja.
O que tem isto a ver com o título do texto? Simples.
Apesar de todos pagarmos a grande parte destes impostos, os jovens não têm direito a praticar desporto na escola, mas tão só aulas de Educação Física.
Assim sendo, face à demissão dos “novos e antigos” Ministros da Educação, as famílias veem-se obrigadas a pagar para os seus filhos praticarem desporto nos clubes.
Ou seja, os sucessivos governos mantiveram-se à parte do fenómeno desportivo, apesar de “aparecerem emproados” quando algum atleta ou equipa obtém um bom resultado desportivo, sem que para isso tivessem contribuído.
Para facilitar a vida dos ministérios, descentralizaram a educação para as autarquias, as quais caíram na esparrela. Descentralizar, sem fornecer meios humanos e financeiros não é uma proposta inaceitável…mas aceitaram!
Ora, as autarquias poderão vir a ser chamadas a contribuir financeiramente – algumas contribuem – para que os clubes e Pais não se vejam numa situação complicada no futuro, ainda por cima nos tempos maus que vivemos, onde tantos irão ter tantas dificuldades.
Ora, se as famílias entenderem que deverão parar de transportar os atletas dos clubes, os campeonatos pararão de imediato.
Daí que, já se fale, e os estatutos estão feitos, que se funde a “ASSOCIAÇÃO DAS FAMÍLIAS FINANCIADORAS DO DESPORTO EM PORTUGAL”, para a defesa das famílias, dos clubes e naturalmente, dos jovens.
É que, numa altura em que a “obesidade e sobretudo a obesidade infantil” se tornou um problema de “saúde pública”, meter a cabeça na areia não é solução. A prática desportiva é decisiva para a combater.
As autarquias locais poderão encontrar com as Associações Desportivas de Modalidade uma alternativa ao caos que se tornou o desporto em Portugal.
As autarquias poderão e deverão investir em infraestruturas, em pessoal especializado que liderariam o desenvolvimento desportivo nas escolas, percebendo que é nas associações que se formam os técnicos desportivos com os vários graus de conhecimento.
Se não existirem obstáculos de corporações, as autarquias terão uma oportunidade de ouro para desenvolver a prática desportiva nos seus concelhos.

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