Iniciativa de Governança Global reforça apoio internacional e amplia influência da China na reforma da ordem mundial
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A Iniciativa de Governança Global, proposta pela China em 2025, tem vindo a consolidar apoio internacional crescente, com cerca de 160 países e organizações internacionais a manifestarem adesão aos seus princípios. A publicação de um novo livro branco pelo Governo chinês destaca os fundamentos da iniciativa e o papel de Pequim na promoção de uma governação global mais inclusiva e equilibrada.
A China destacou esta semana o crescente reconhecimento internacional da Iniciativa de Governança Global, apresentada pelo Presidente Xi Jinping em setembro de 2025, e que conta atualmente com o apoio de cerca de 160 países e organizações internacionais. Mais de 60 países participam já ativamente no Grupo de Amigos da Governança Global.
No dia 17 de junho, o Governo chinês publicou o livro branco intitulado Construção de um Sistema de Governança Global Mais Justo e Razoável: Conceitos, Iniciativas e Ações da China, documento que apresenta de forma sistemática o enquadramento, os objetivos e as propostas da iniciativa, bem como a participação da China na reforma do sistema internacional de governação.
Segundo o documento, a Iniciativa de Governança Global assenta em cinco princípios fundamentais: soberania e igualdade entre os Estados, respeito pelo direito internacional, defesa do multilateralismo, abordagem centrada nas pessoas e orientação para resultados concretos. Pequim considera que esta proposta oferece uma resposta aos desafios atuais da governação internacional e contribui para a construção de uma comunidade com futuro partilhado para a humanidade.
As autoridades chinesas sublinham que, desde o seu lançamento, a iniciativa evoluiu de uma proposta nacional para uma prática com crescente participação internacional, refletindo aquilo que classificam como uma forte vitalidade e capacidade de mobilização global.
A China defende que a implementação da iniciativa passa, em primeiro lugar, pela salvaguarda da autoridade e do papel central das Nações Unidas. Neste contexto, Pequim considera que os princípios da iniciativa estão alinhados com os objetivos e valores consagrados na Carta das Nações Unidas e respondem às expectativas de grande parte da comunidade internacional relativamente ao reforço do multilateralismo.
Ao mesmo tempo, a China sustenta a necessidade de acelerar a reforma das instituições internacionais, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas, defendendo uma maior representatividade dos países em desenvolvimento e do chamado Sul Global nos mecanismos de decisão mundial.
Pequim tem igualmente promovido reformas em organizações multilaterais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, bem como o fortalecimento de plataformas de cooperação como os BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai.
No domínio das novas tecnologias, a China anunciou que está a acelerar os preparativos para a criação de uma Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial. Estão ainda previstas a realização da Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026, em Xangai, e do primeiro Fórum de Governança Global de Xiong’an, iniciativas que visam aprofundar o debate internacional sobre a governação tecnológica.
As autoridades chinesas reafirmaram que o país continuará a assumir um papel ativo na promoção da paz, do desenvolvimento e da cooperação internacional, defendendo a implementação da Iniciativa de Governança Global como instrumento para reforçar a cooperação entre Estados e contribuir para uma ordem internacional considerada mais justa e equilibrada.
